Reportagens veiculadas por diferentes veículos nacionais, entre eles o UOL, citaram o nome do presidente nacional do União Brasil, advogado Antônio Rueda, em documentos ligados à Operação Carbono Oculto — ação da Polícia Federal que investiga a tentativa de infiltração da facção Primeiro Comando da Capital (PCC) nos setores de combustíveis e financeiro.

Após a divulgação das citações, um dos sócios da aeronave se pronunciou publicamente para descartar qualquer vínculo de Rueda com o caso: Foto/ Reprodução
Considerada uma das maiores ofensivas já realizadas contra o grupo criminoso, a operação identificou indícios de que integrantes do PCC buscavam utilizar empresas de fachada e esquemas de lavagem de dinheiro para ampliar sua presença no mercado. Entre os elementos apurados, uma aeronave mencionada em relatórios da PF teria relação com o esquema.
Após a divulgação das citações, um dos sócios da aeronave se pronunciou publicamente para descartar qualquer vínculo de Rueda com o caso. “O advogado não tem qualquer participação na aeronave, nunca viajou nela e não é sócio de nenhuma das três empresas que figuram como proprietárias do avião”, declarou em nota reproduzida pelo UOL.
A manifestação busca afastar o dirigente partidário de qualquer suspeita relacionada ao patrimônio investigado. Segundo os jornais que acompanham o caso, Rueda não aparece como investigado formal nos autos do processo.
A Operação Carbono Oculto continua em andamento e já resultou na execução de dezenas de mandados de busca e apreensão em vários estados brasileiros. A PF apura um possível esquema bilionário de movimentações financeiras ligadas ao tráfico de drogas, destinadas a dar aparência legal a recursos ilícitos por meio de empresas de diferentes ramos.
Até o momento, não há evidências concretas que indiquem a participação direta de políticos no núcleo central da investigação, cujo foco permanece voltado a empresários e operadores econômicos suspeitos de facilitar a entrada do capital da facção no mercado formal.