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Motoristas da Ricco Transportes anunciam greve por tempo indeterminado em Rio Branco

Os motoristas da Ricco Transportes, responsável pelo transporte coletivo em Rio Branco, anunciaram que iniciarão uma paralisação por tempo indeterminado a partir de 10 de setembro. A declaração foi feita pelo representante da categoria, Antônio Neto, durante entrevista nesta terça-feira (9), após uma manifestação nas galerias da Câmara Municipal de Rio Branco.

A greve é motivada pela falta de reajuste salarial e insatisfação com as condições de trabalho. Neto explicou que os motoristas aguardam desde maio uma definição sobre o aumento, mas nem a empresa nem a Prefeitura apresentaram uma solução.

A paralisação vai atingir toda a frota de ônibus da Ricco, que conta atualmente com cerca de 400 a 420 funcionários: Foto/ Reprodução

“Desde maio, a empresa alega que não tem condições de dar o reajuste sem o aumento do subsídio do município. Estamos em uma situação difícil. O trabalhador não pode ficar sem reajuste. As despesas aumentaram, a inflação subiu, e a gente precisa garantir condições dignas de trabalho”, disse Antônio Neto.

A paralisação vai atingir toda a frota de ônibus da Ricco, que conta atualmente com cerca de 400 a 420 funcionários. De acordo com o sindicato, apenas 30% da frota deve permanecer operando, conforme prevê a legislação para greves, o que afetará significativamente os usuários do transporte público da capital.

O impasse do subsídio

O principal ponto de conflito é o reajuste do subsídio municipal à Ricco Transportes. A categoria e a empresa aguardam a votação de um Projeto de Lei na Câmara que propõe aumentar em R$ 0,50 o repasse por passageiro, passando de R$ 2,63 para R$ 3,13, sem alterar a tarifa ao usuário, que permaneceria em R$ 4,00.

A Prefeitura defende que o aumento é necessário para equilibrar os custos do transporte, principalmente devido à alta do diesel e outros insumos, e destaca que a medida é temporária, válida até a conclusão do processo licitatório que definirá novas empresas para o serviço.

Reivindicações dos trabalhadores

Além do reajuste salarial, os motoristas pedem a regularização de pendências do FGTS, que a empresa prometeu resolver por meio de financiamento com a Caixa Econômica Federal. Neto afirmou que o foco da greve será o aumento salarial, considerado urgente pela categoria.

“Nosso ponto de mobilização será sempre o terminal urbano. Estamos abertos ao diálogo, mas a greve será mantida até que uma solução seja apresentada”, ressaltou Antônio Neto, enfatizando que a categoria não pretende aguardar indefinidamente.

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