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Passado no Acre e ligação com petista levantam polêmica sobre delegado que atuou contra Bolsonaro

De acordo com apuração do site Diário do Poder, divulgada nesta sexta-feira (22), o delegado da Polícia Federal (PF) Itawan de Oliveira Pereira, autor do relatório que resultou no indiciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), construiu grande parte de sua trajetória profissional no Acre, onde atuou desde 2019, ano em que ingressou na corporação. Sua transferência para Brasília ocorreu apenas em 2023.

Em prisão domiciliar desde 4 de agosto, Bolsonaro teve o celular apreendido na mesma data/Foto: AFP

Ainda no estado acreano, Itawan realizou estágio no escritório de advocacia Bordignon & Rocha. Antes de assumir o cargo de delegado, entre 2017 e 2019, ele ocupou uma função comissionada no gabinete do então deputado federal Léo de Brito (PT), atual secretário especial do Ministério da Educação.

Segundo o portal, “a relação de Itawan com o petista iniciou-se na Câmara dos Deputados, onde ele trabalhou como assessor técnico da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle, presidida por Léo de Brito, posteriormente integrando o gabinete do deputado”.

A reportagem também destacou que “a atuação de Itawan no caso envolvendo Bolsonaro levantou questionamentos sobre um possível conflito de interesses, dada sua trajetória anterior próxima a figuras centrais do PT – partido que representa a principal oposição política ao ex-presidente”.

Formado em Direito em 2015 pelo UniCeub, em Brasília, o delegado hoje integra a Coordenação de Investigação e Operações de Contrainteligência, setor estratégico da PF destinado a profissionais de maior experiência e conhecimento em segurança da informação.

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