Uma tragédia foi registrada na noite desta terça-feira (26) no bairro Belo Jardim 1, em Rio Branco. Ivanilde Souza da Silva, 42 anos, foi assassinada dentro de sua casa, localizada na Travessa Chicão, com acesso pelo Ramal da Judia, após ser atacada com golpes de uma tábua de cortar carne. O principal suspeito é o companheiro dela, Jerberson do Nascimento Soares, 26 anos, que fugiu logo depois do crime.

A cena foi isolada para os procedimentos da perícia, e o corpo removido ao Instituto Médico Legal (IML) para exames cadavéricos: Foto/ Reprodução
De acordo com familiares, o casal mantinha uma relação conturbada, marcada pelo uso de drogas e internações em clínicas de reabilitação. Morando juntos há muitos anos, eles haviam se mudado para a Travessa Chicão há cerca de dois meses. Desde então, vizinhos relatavam discussões frequentes, que por diversas vezes chegaram a intervir para evitar consequências mais graves.
Em uma das separações anteriores, Jerberson chegou a sofrer uma overdose, sendo internado na UTI do pronto-socorro da capital. Na ocasião, recebeu alta ainda com uso de cateter. Nesta terça, ele telefonou para Ivanilde pedindo ajuda para sair do hospital. A vítima atendeu ao pedido e o levou de volta para casa. Já na residência, o acusado teria ingerido bebidas alcoólicas e, em seguida, aproveitou-se do momento em que a esposa dormia para desferir violentos golpes contra sua cabeça. O impacto provocou traumatismo craniano encefálico fatal, levando-a à morte imediata.
Cerca de quatro horas depois, vizinhos e familiares foram até a residência e encontraram Ivanilde sem vida sobre a cama, ensanguentada. A Polícia Militar foi acionada e confirmou tratar-se de um caso de feminicídio.
O Samu enviou uma unidade de suporte avançado, mas a equipe médica apenas pôde atestar o óbito. A cena foi isolada para os procedimentos da perícia, e o corpo removido ao Instituto Médico Legal (IML) para exames cadavéricos.
Policiais do 2º Batalhão realizaram buscas nas imediações, mas não localizaram o suspeito. A investigação está sob responsabilidade da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), com apoio da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), que deve indiciar Jerberson pelo crime de feminicídio.