Moradores da comunidade do Seringal Cachoeira, no Alto Rio Macauã, relataram dificuldades para se locomover devido às condições precárias dos ramais que dão acesso à região. Em áudio enviado ao ContilNet, uma moradora que se identificou como Stephanie descreveu a situação e fez um apelo às autoridades locais.
Segundo Stephanie, o ramal da comunidade foi aberto apenas até a Cachoeira e não avançou para outras áreas, deixando os moradores isolados. Ela ressaltou que, atualmente, nem o rio oferece condições de transporte, e os demais ramais da região ainda não estão prontos para servir como alternativa: “Estamos ilhados, nem rio, nem ramal”.

Stephanie explicou que, em muitos trechos, os moradores precisam abrir “corredores” com enxadas para permitir o escoamento da água/Foto: Reprodução
A moradora também destacou problemas com as máquinas enviadas para manutenção: “Eles deveriam mandar uma máquina boa para trabalhar no nosso ramal, que é muito longe. Mas mandaram a mais velha que eles têm, que quebra a cada 1 ou 2 km. Por isso, o ramal não anda e a situação fica crítica”. Stephanie explicou que, em muitos trechos, os moradores precisam abrir “corredores” com enxadas para permitir o escoamento da água, já que partes do ramal ficam completamente alagadas.
Ela questionou a falta de atenção das autoridades locais e expressou decepção com a situação: “Eu como uma pessoa que votou no nosso prefeito, hoje me sinto decepcionada porque a gente pensava que haveria melhoria, mas no nosso caso, não houve”. Stephanie finalizou pedindo que o prefeito e demais autoridades intervenham de forma efetiva, já que, segundo ela, nem mesmo os vereadores têm dado retorno às reivindicações da comunidade.
O relato evidencia as dificuldades enfrentadas por comunidades rurais do Acre, onde o acesso a serviços, transporte e escoamento de produção agrícola depende de ramais em condições adequadas de manutenção.
