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Golpes de deepfake se multiplicam e colocam empresas em alerta – principalmente as do Brasil

Golpes de deepfake se multiplicam e colocam empresas em alerta – principalmente as do Brasil

Tudo sobre Inteligência Artificial

Em 2024, um golpe chocou o mundo empresarial: um funcionário de uma multifuncional transferiu milhões de dólares após uma videoconferência com colegas e o diretor financeiro. O detalhe é que todos os participantes daquela reunião, excluindo-se logicamente a vítima, foram criados por inteligência artificial com deepfakes extremamente realistas.

Porém, de lá para cá, a popularização de IAs capazes de gerar essas imagens sofisticadas representa uma ameaça maior, conforme relata o SecureWorld.

Com isso, esse exemplo passou a ser um marco sobre uma nova era de fraudes, permitindo que criminosos se passem por pessoas com cargos importantes dentro de uma empresa para aplicar golpes.

Golpes de deepfake podem chegar via e-mail, ligação telefônica, mensagens de texto ou por videoconferência. Crédito: MarutStudio shutterstock

Fraudes criadas por inteligência artificial estão mais realistas

Imitações de voz e a personificação de lideranças executivas extremamente reais estão deixando as equipes de segurança cibernética das empresas em alerta permanente. Conhecidos como ataques deepfakes, os golpes são bem conhecidos, mas o formato com que eles são apresentados às possíveis vítimas mostra uma grande evolução.

Modelos de linguagem humana e imagens geradas por inteligência artificial estão se tornando comuns, basicamente pelo baixo custo para serem criados e por estarem rapidamente disponíveis para serem disseminados.

Golpes de deepfake no Brasil ocorrem com cinco vezes mais frequência que nos Estados Unidos. Crédito: Tero Vesalainen/Shutterstock

E os casos de golpes de deepfakes cresce rapidamente. Nos Estados Unidos foram mais de 105 mil ataques, de acordo com a empresa de segurança cibernética Adaptive Security. No Brasil, fraudes com deepfakes cresceram 822% e levantamento aponta que são cinco vezes mais frequentes do que nos EUA.

À medida que os ataques se tornam mais sofisticados, mais difícil para os usuários entenderem se uma solicitação recebida por e-mail, mensagem de texto e até por videoconferência é autêntica.

Leia mais:

Há um ano, talvez um em cada dez executivos de segurança que conversei tivesse visto um. Agora, esse número está perto de cinco em cada dez.

Brian Long, diretor-executivo e cofundador da empresa de segurança cibernética Adaptive Security, ao Wall Street Journal (WSJ).

Ataques personificam CEOs e outros executivos

Normalmente, os golpes personificam executivos de alto escalão para conquistar a credibilidade dos funcionários. Crédito: Gorodenkoff/Shutterstock

Segundo o WSJ, a empresa de engenharia Arup, do Reino Unido, transferiu US$ 25 milhões para golpistas em 2024, após uma videoconferência com executivos gerados pela inteligência artificial.

Como funciona o golpe de deepfake segundo o WSJ

Esses ataques funcionam porque simplesmente visam a forma como os humanos operam. Uma vez que a confiança é estabelecida, mesmo que brevemente, os invasores podem assumir um papel interno e solicitar ações que pareçam legítimas.

Margaret Cunningham, diretora de segurança e estratégia de IA da empresa de segurança cibernética Darktrace, em entrevista ao WSJ.

Com a tecnologia evoluindo rapidamente, os golpes de deepfake estão se tornando cada vez mais reais e difíceis de serem detectados, mas há maneiras de reduzir esses riscos:

É crítico entender os riscos que você e a empresa que trabalha estão correndo e implemente práticas de segurança para evitar golpes e prejuízos. Não perca tempo!

Fonte: JP Morgan.

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