Escavações revelam que ritual teria sido realizado até cerca de 800 a.C., data que coincide com um grande deslizamento de terra na região

Imagem: Hanne Bryn/Museu da Universidade NTNU

Arqueólogos da Noruega localizaram restos humanos e artefatos que teriam sido utilizados em um ritual misterioso de cerca de três mil anos. A descoberta ocorreu durante trabalhos de expansão de uma rodovia no país europeu.

Ainda segundo os pesquisadores, há evidências do que teria provocado o abandono do local, por volta de 800 a.C. e o consequente fim da realização destas práticas. As informações são do portal Science Norway.

Figuras humanas gravadas em pedras foram localizadas (Imagem: Hanne Bryn/Museu da Universidade NTNU)

Ossos humanos carbonizados foram localizados

  • As escavações revelaram que o local é formado por duas seções principais, cada uma incluindo uma grande habitação coletiva de até 11 metros de comprimento.
  • Perto de uma destas construções foi localizado um túmulo de pedra, além de três câmaras funerárias.
  • Alguns destes espaços continham ossos humanos carbonizados.
  • Os arqueólogos também encontraram evidências de poços de cozimento na região.
  • Além de uma fogueira que provavelmente era utilizada para fazer bronze.

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Região foi soterrada por volta de 800 a.C. (Imagem: seaonweb/Shutterstock)

Deslizamento de terra teria provocado abandono do local

Os pesquisadores documentaram inúmeras pedras esculpidas com representações de figuras humanas, além de um arco e flecha. Eles explicaram que, normalmente, a arte rupestre daquela época era feita em rochas enormes. No entanto, estas pedras eram menores (até 20 centímetros) e podiam ser transportadas, servindo como uma espécie de relíquias.

Por outro lado, a equipe não localizou nenhuma evidência de assentamento permanente no local ou nas proximidades. Por conta disso, os cientistas acreditam que o espaço tenha sido utilizado para a realização de rituais espirituais ainda desconhecidos.

Não há qualquer evidência de assentamento permanente no local (Imagem: Hanne Bryn/Museu da Universidade NTNU)

A análise dos restos mortais revelou que os ossos datam de 1000 a 800 a.C. Nesta época, houve um grande deslizamento de terra que inundou o vale do rio Gaudal. Por conta disso, os arqueólogos acreditam que o local acabou sendo abandonado.

Colaboração para o Olhar Digital

Alessandro Di Lorenzo é formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e atua na área desde 2014. Trabalhou nas redações da BandNews FM em Porto Alegre e em São Paulo.