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A chave para viagens no tempo pode estar mais próxima do que imaginamos

A chave para viagens no tempo pode estar mais próxima do que imaginamos

Viagens no tempo são comuns na ficção científica. O que muita gente não sabe é que existem estudos reais sobre ela. O físico alemão Albert Einstein tratou sobre o assunto em sua Teoria da Relatividade.

Segundo ele, quanto mais rápido um corpo se move, mais lenta é a passagem do tempo para ele. E essa hipótese se confirmou com uma experiência realizada pelo astronauta americano Scott Kelly, que passou quase um ano no espaço. Exames mostraram que ele envelheceu cerca de 8,6 milissegundos menos do que o seu irmão gêmeo que permaneceu na Terra.

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Ok, não é tanto tempo assim, mas imagine viajar a velocidades ainda mais rápidas e por períodos maiores. Haveria, então, uma diferença significativa entre os irmãos.

Outros pesquisadores continuaram estudando os conceitos depois de Einstein e cientistas acreditam hoje estar mais próximos de desvendar o segredo para viagens no tempo. A chave, segundo eles, pode estar em estruturas teóricas chamadas cordas cósmicas.

Albert Einstein tratou sobre o conceito de tempo-espaço e viagens no tempo, mas não é único – Imagem: Parent/Pixabay

O que são as cordas cósmicas?

Para a Física, viajar no tempo não é coisa de ficção científica (embora eles não consigam ainda comprovar as teorias) – Imagem: Les Bossinas/NASA/Glenn Research Center

Algumas teorias

Essas cordas, segundo a teoria, poderiam curvar o espaço-tempo ao seu redor de forma tão intensa que permitiriam esses “atalhos temporais”.

Seria algo parecido com que trouxe o filme Interestelar. A viagem no tempo “real” nada teria a ver, portanto, com o carro hiper veloz de De Volta para o Futuro, ou com o “vira-tempo” de Harry Potter. Ou ainda a banheira de hidromassagem da comédia A Ressaca.

A ideia, apesar de teórica, está sendo levada cada vez mais a sério por alguns especialistas. Isso por causa de observações espaciais.

Se existissem, as cordas cósmicas poderiam distorcer a luz de objetos distantes, criando imagens duplicadas ou distorcidas. A esse fenômeno os cientistas deram o nome de lente gravitacional. Lentes que já foram observadas por alguns satélites e telescópios.

A viagem no tempo é um dos assuntos mais queridos da ficção científica – Imagem: StunningArt/Shutterstock

Tudo ainda está no campo da Física teórica. Os cientistas, porém, parecem ter achado um caminho nesse sentido. E talvez um dia, com o avanço da tecnologia, possamos gerar energia suficiente para uma viagem dessas proporções.

Texto feito com base em uma reportagem do Olhar Digital de 21/11/2024.

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