De novo no topo errado: Rio Branco tem pior qualidade do ar entre cidades brasileiras

O aumento da poluição está diretamente associado ao avanço das queimadas no estado

Na manhã desta sexta-feira (29), Rio Branco alcançou o pior índice de qualidade do ar entre todas as cidades brasileiras, segundo a plataforma internacional IQAir. Às 8h05, os sensores registraram 31 µg/m³ de partículas finas (PM2,5), quantidade 6,2 vezes acima do limite anual considerado seguro pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

No mesmo período do ano passado (1º a 28 de agosto), o estado acumulava 1.543 focos de queimadas, quantidade 4,5 vezes superior à deste ano: Foto/ Reprodução

O aumento da poluição está diretamente associado ao avanço das queimadas no estado. De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), somente nas últimas 48 horas foram detectados 144 focos de incêndio no Acre. No mês de agosto, já são 342 ocorrências, mais que o dobro do número registrado em julho, quando houve 163 focos.

Mesmo com esse crescimento, o cenário ainda é menos grave do que o observado em 2024. No mesmo período do ano passado (1º a 28 de agosto), o estado acumulava 1.543 focos de queimadas, quantidade 4,5 vezes superior à deste ano. Além disso, em setembro de 2024, a poluição chegou a patamares críticos, com 605 µg/m³ de PM2,5, quase 40 vezes acima do recomendado pela OMS.

O quadro atual, contudo, reforça a urgência de medidas mais eficazes de combate ao fogo e de proteção à saúde da população. Crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias estão entre os grupos que mais sofrem com os efeitos da fumaça.