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Santa Cruz registra surto de sarampo e autoridades acreanas redobram atenção

Diante do avanço do sarampo na Bolívia, o estado do Acre acendeu um sinal de alerta. O país vizinho já confirmou 148 infecções e investiga mais 1.302 casos suspeitos. O foco da transmissão se concentra no Departamento de Santa Cruz de La Sierra, área que recebe grande número de estudantes acreanos que cursam medicina no exterior.

Santa Cruz de la Sierra é o centro comercial da Bolívia e a capital do departamento de Santa Cruz/Foto: Reprodução

Mesmo com o crescimento da doença em território boliviano, o Acre não registra casos positivos desde o ano 2000, de acordo com informações atualizadas nesta segunda-feira (22) pela Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre). Ao todo, 22 casos suspeitos foram notificados no estado neste ano; 15 já foram descartados e outros sete continuam em análise.

Santa Cruz de La Sierra, considerada o maior polo comercial da Bolívia, também é a capital do departamento com o maior fluxo de acreanos no país vizinho.

A distribuição dos casos em investigação por município é a seguinte:

Rio Branco: 2 casos em apuração (e 2 já excluídos)

Cruzeiro do Sul: 2 em análise (e 2 descartados)

Brasiléia: 2 sob investigação (e 1 descartado)

Acrelândia: 1 caso em apuração

Notificações em outras localidades como Porto Acre, Feijó, Sena Madureira, Epitaciolândia e Assis Brasil também foram descartadas. Um caso notificado em Rio Branco, mas originado em Cobija (Bolívia), também foi excluído.

A Sesacre enfatiza que, apesar da ausência de casos confirmados localmente, existe uma ameaça concreta de reintrodução da doença no estado devido ao fluxo constante de pessoas entre o Acre e Santa Cruz, seja para estudar, trabalhar ou visitar.

“A situação na Bolívia é extremamente preocupante, e requer vigilância redobrada. Estamos monitorando todos os casos suspeitos com rigor”, informou a secretaria em nota.

A orientação dos órgãos de saúde é clara: manter a carteira de vacinação atualizada é essencial, principalmente para crianças e jovens adultos. O sarampo é altamente transmissível e pode evoluir para quadros graves, incluindo danos neurológicos e até óbitos.

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