Um júri em Essex, no Reino Unido, dá continuidade nesta semana ao julgamento de Morgan Kiely, de 22 anos, acusada de homicídio culposo pela morte do filho, Harry Kiely, de apenas sete meses. O bebê foi arremessado para fora do carro durante um capotamento ocorrido em 13 de julho de 2022, em Clacton-on-Sea, no sudeste da Inglaterra.

Harry, de seis meses, foi arremessado pela janela após o carro capotar — Foto: Reprodução/Redes sociais
Na tarde do incidente, Morgan estava na praia com o filho, Harry, e a amiga Stevie Steel, de 23 anos, com quem havia consumido garrafas de vinho. Segundo a imprensa local, ao anoitecer, durante o trajeto de volta para casa, o carro conduzido por Steel colidiu com um veículo estacionado. Com o impacto, o veículo capotou e as duas mulheres ficaram presas pelos cintos de segurança, penduradas de cabeça para baixo.
No momento do capotamento, Harry foi lançado pela janela do carro, apesar de estar acomodado em uma cadeirinha de segurança. Ele sofreu uma fratura craniana grave e não resistiu aos ferimentos, morrendo ainda naquela noite.
Sem sinais de excesso de velocidade no veículo, a acusação concentrou-se nas condições de fixação da cadeirinha infantil. “O bebê não estava corretamente preso à cadeirinha, que, por sua vez, também não estava devidamente afixada ao cinto do carro”, afirmou o promotor Alex Stein.
Em favor de Morgan, o promotor reconheceu que não há evidências de que ela não fosse uma mãe amorosa e que, ao que tudo indica, ela acreditava ter fixado Harry corretamente. “Nenhum pai desejaria admitir que causou a morte do próprio filho”, observou Stein, “mas a evidência, dizemos, é clara: ela falhou em cuidar adequadamente de Harry naquele dia”.
Enquanto isso, Stevie Steel admitiu ter causado a morte do bebê por direção perigosa sob efeito de álcool. O julgamento de Morgan Kiely segue em curso com a apresentação de mais provas, peritos e testemunhas.