Novo estudo concluiu que o número de terremotos registados na caldeira de Yellowstone é cerca de dez vezes maior do que se pensava

Imagem: Vibe Images/Shutterstock.

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O Parque Nacional de Yellowstone, nos Estados Unidos, é famoso por sua paisagem diversa, incluindo gêiseres, fontes termais e até um supervulcão. Segundo cientistas, uma eventual erupção poderia durar semanas e provocar efeitos globais que persistiriam por meses ou até por anos.

A boa notícia é que a última explosão no local aconteceu há centenas de milhares de anos. A ruim é que uma inteligência artificial identificou que o número de terremotos na região é muito maior do que se imaginava, o que pode acender um sinal de alerta.

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Vírus gigante antigo encontrado nas fontes termais de Yellowstone
Parque Nacional de Yellowstone abriga um supervulcão (Imagem: Anders Riishede/Shutterstock)

Mais de 86 mil tremores foram identificados pela IA

  • De acordo com os pesquisadores, a IA revisou dados do período entre 2008 e 2022.
  • A ferramenta concluiu que o número de sismos registados na caldeira de Yellowstone é cerca de dez vezes maior do que se pensava.
  • No total, foram 86.276 tremores, muitos dos quais não haviam sido identificados pelos métodos tradicionais.
  • Ainda segundo o trabalho, mais da metade destes terremotos ocorreram numa área restrita e num curto espaço de tempo.
  • Este padrão contrasta com os tradicionais sismos seguidos de réplicas, que normalmente resultam de uma única falha principal.

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Estudo identificou grande quantidade de tremores na região (Imagem: MuhsinRina/Shutterstock)

Importância das descobertas

Uma das descobertas mais intrigantes foi que muitos destes terremotos ocorreram ao longo de falhas geológicas relativamente jovens e irregulares, dentro da caldeira de Yellowstone. Os cientistas explicam que são necessários mais estudos para entender se isso pode indicar que uma erupção está próxima de acontecer.

Além de melhorar a compreensão da atividade vulcânica de Yellowstone, o trabalho pode servir para aumentar a segurança na região. A ideia é que os dados sejam utilizados para identificar áreas de maior instabilidade sísmica, retirando populações que vivem perto destes locais.

IA foi utilizada para revisar dados dos últimos anos (Imagem: Anggalih Prasetya/Shutterstock)

Ao mesmo tempo, a análise destes dados pela inteligência artificial pode ajudar a acelerar o processo de desenvolvimento da energia geotérmica, além de outros projetos energéticos. As conclusões foram descritas em estudo publicado na revista Science Advances.

Colaboração para o Olhar Digital

Alessandro Di Lorenzo é formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e atua na área desde 2014. Trabalhou nas redações da BandNews FM em Porto Alegre e em São Paulo.

Lucas Soares é jornalista formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e atualmente é editor de ciência e espaço do Olhar Digital.