Novo estudo concluiu que o número de terremotos registados na caldeira de Yellowstone é cerca de dez vezes maior do que se pensava
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O Parque Nacional de Yellowstone, nos Estados Unidos, é famoso por sua paisagem diversa, incluindo gêiseres, fontes termais e até um supervulcão. Segundo cientistas, uma eventual erupção poderia durar semanas e provocar efeitos globais que persistiriam por meses ou até por anos.
A boa notícia é que a última explosão no local aconteceu há centenas de milhares de anos. A ruim é que uma inteligência artificial identificou que o número de terremotos na região é muito maior do que se imaginava, o que pode acender um sinal de alerta.
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Mais de 86 mil tremores foram identificados pela IA
- De acordo com os pesquisadores, a IA revisou dados do período entre 2008 e 2022.
- A ferramenta concluiu que o número de sismos registados na caldeira de Yellowstone é cerca de dez vezes maior do que se pensava.
- No total, foram 86.276 tremores, muitos dos quais não haviam sido identificados pelos métodos tradicionais.
- Ainda segundo o trabalho, mais da metade destes terremotos ocorreram numa área restrita e num curto espaço de tempo.
- Este padrão contrasta com os tradicionais sismos seguidos de réplicas, que normalmente resultam de uma única falha principal.
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Importância das descobertas
Uma das descobertas mais intrigantes foi que muitos destes terremotos ocorreram ao longo de falhas geológicas relativamente jovens e irregulares, dentro da caldeira de Yellowstone. Os cientistas explicam que são necessários mais estudos para entender se isso pode indicar que uma erupção está próxima de acontecer.
Além de melhorar a compreensão da atividade vulcânica de Yellowstone, o trabalho pode servir para aumentar a segurança na região. A ideia é que os dados sejam utilizados para identificar áreas de maior instabilidade sísmica, retirando populações que vivem perto destes locais.

Ao mesmo tempo, a análise destes dados pela inteligência artificial pode ajudar a acelerar o processo de desenvolvimento da energia geotérmica, além de outros projetos energéticos. As conclusões foram descritas em estudo publicado na revista Science Advances.
Colaboração para o Olhar Digital
Alessandro Di Lorenzo é formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e atua na área desde 2014. Trabalhou nas redações da BandNews FM em Porto Alegre e em São Paulo.
Lucas Soares é jornalista formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e atualmente é editor de ciência e espaço do Olhar Digital.
