Na última semana, a ex-deputada federal Mara Rocha oficializou sua nomeação ao Republicanos para disputar uma das vagas no Senado Federal nas eleições de 2026. O presidente do partido no Acre, deputado Roberto Duarte, disse a coluna que vai ajudar para que Mara seja candidata majoritária na chapa de Alan Rick, que vai disputar o governo.
Nos cálculos do deputado, a dobradinha Alan-Mara é estratégica: une o eleitorado conservador e evangélico que ambos cultivaram em Brasília, soma visibilidade nacional e ancora uma narrativa de “renovação com experiência” – a mesma fórmula que deu certo em eleições recentes.
“Vamos trabalhar para que ela faça parte da chapa majoritária junto com o Senador Alan Rick nosso pré candidato ao governo do estado do Acre”, disse.
Um nome competitivo
Questionado pela coluna se Mara terá uma candidatura a altura para enfrentrar nomes consolidados como o governador Gladson Cameli, o ex-governador Jorge Viana e dois candidatos a reeleição – Marcio Bittar e Sérgio Petecão -, Duarte foi enfático:
“As pesquisas feitas até aqui demonstram que ela é um nome altamente competitivo, justamente pelo trabalho que ela fez como deputada federal em prol do nosso Acre. Ela é muito querida da população e principalmente por nossos produtores rurais. O Republicanos compreendeu a importância de ter uma nome qualificado, competitivo e que seja mulher, pois para nós mulher não é cota e sim essencial a política”, finalizou.
E o segundo nome?
Nas eleições de 2026 o acreano vai poder votar e escolher dois novos senadores da bancada federal do estado. Enquanto a chapa de Mailza Assis parece já ter sacramento Gladson e Bittar como os dois postulantes aos cargos, a chapa de Alan Rick discute essa escolha discretamente.
Se os planos de Duarte realmente se concretizem e Mara seja uma das candidatas, o segundo nome ainda não tem definição certa. Como um dos principais apoiadores de Alan, o deputado disse que quem disputará a segunda vaga do Senado Federal pela chapa será ‘discutido no âmbito da aliança que está sendo construída com os outros partidos’.
Alerta!
Enquanto o governador Gladson Cameli segue afirmando que só vai discutir eleição em 2026, alguns dos seus secretários já estão em campo — e sem muita discrição.
Nos bastidores, deputados da base do governo na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) andam de orelha em pé. Relatam que secretários estão usando agendas oficiais para pavimentar pré-candidaturas, especialmente em cidades estratégicas do interior.
O desconforto é evidente. Parlamentares da base reclamam que estão sendo atropelados politicamente por aliados de dentro do próprio governo. O risco, segundo esse grupo, é o governo perder o controle da própria articulação política, abrindo espaço para divisões internas bem antes da hora.
Parece que não deu bom
O tarifaço anunciado pelo presidente Donald Trump contra o Brasil parece ter tido um efeito colateral inesperado: reacendeu a popularidade de Lula justo quando sua rejeição vinha em curva ascendente.
No Palácio do Planalto, a leitura é de que a fala do republicano funcionou como um presente político. Assessores próximos ao presidente dizem que o discurso nacionalista e anti-Brasil de Trump gerou uma onda de apoio interno, colocando Lula novamente no papel de “defensor da soberania nacional” — uma narrativa que o petista domina com facilidade.
Soube abraçar
A ex-prefeita de Brasiléia, Fernanda Hassem, não pensou duas vezes antes de aceitar o convite para comandar a Casa Civil no Alto Acre — e a decisão já começa a render frutos políticos.
Nos bastidores, a avaliação é de que o cargo regionalizado lhe deu estrutura, visibilidade e protagonismo na região de fronteira, onde sempre teve base eleitoral forte. Mais que isso: sacramentou seu nome como um dos mais competitivos para disputar uma das vagas do Acre no Congresso Nacional em 2026.
Fernanda tem feito o que se espera de quem quer voltar à cena política com fôlego: circula bem entre prefeitos, lideranças e movimentos sociais, não perdeu conexão com a base e, agora, tem a máquina a seu favor.

