Com risco para lavouras, governo renova alerta contra praga do cacau no Acre

A decisão consta na Portaria nº 818, divulgada no Diário Oficial da União nesta quarta-feira

O Ministério da Agricultura e Pecuária decidiu prorrogar, por mais doze meses, o estado de emergência fitossanitária em quatro estados da região Norte: Acre, Amazonas, Pará e Rondônia. A iniciativa tem como objetivo ampliar as estratégias de prevenção e vigilância contra a ameaça representada pela Moniliophthora roreri, conhecida popularmente como “praga do cacau”.

A monilíase já causa prejuízos consideráveis em países vizinhos da América Latina/ Foto: Reprodução

a, dia 23, com início de vigência previsto para 5 de agosto. Esta será a quarta vez consecutiva que a situação de emergência é renovada, desde que as autoridades passaram a adotar medidas preventivas em 2021, diante do risco de entrada do fungo no país.

Até o momento, a praga não foi identificada em território nacional. No entanto, especialistas do setor agropecuário mantêm o alerta em razão do seu alto poder destrutivo. A monilíase, como é chamada a doença causada pelo fungo, compromete diretamente os frutos do cacaueiro e, em regiões atingidas, pode levar à perda de até 90% das plantações, colocando em risco a produção e a economia agrícola local.

Com a continuidade da situação emergencial, os estados e a União têm respaldo legal para implementar medidas excepcionais com mais rapidez, incluindo a instalação de barreiras fitossanitárias, ações de fiscalização, campanhas de orientação e, caso necessário, a eliminação de focos suspeitos.

A praga já vem provocando prejuízos significativos em outros países latino-americanos, o que reforça a importância de medidas rigorosas para proteger a fronteira agrícola brasileira.