O estado do Acre é um dos pontos estratégicos escolhidos pela Defesa Civil Nacional para receber uma missão técnica que visa intensificar as ações contra os impactos causados pela estiagem prolongada na região amazônica. A iniciativa começou nesta segunda-feira (21) e faz parte de uma força-tarefa que envolve os estados da Amazônia Legal e do Pantanal.
O trabalho no Acre será realizado por equipes treinadas, integradas ao Sistema Federal de Proteção e Defesa Civil (SIFPDEC), que atuarão de forma coordenada com autoridades locais para discutir estratégias e apresentar o Plano Nacional de Enfrentamento à Estiagem Amazônica e Pantanal (PNEAP/2025).
Além da divulgação do plano, o cronograma inclui oficinas práticas com gestores municipais, promovendo o alinhamento entre as ações federais e as demandas específicas do território acreano. A proposta é garantir que as medidas previstas estejam conectadas à realidade enfrentada pelas comunidades e municípios do estado.
Segundo o coordenador-geral de gerenciamento de desastres da Defesa Civil Nacional, Rafael Félix, a missão busca não apenas apresentar diretrizes, mas fortalecer o trabalho conjunto com os estados.
“Queremos que o planejamento federal dialogue diretamente com o que já está sendo feito nos municípios. Só assim o plano terá coerência e efetividade nas ações de prevenção, resposta e assistência”, explicou.
O Acre, assim como outras regiões da Amazônia Legal, tem enfrentado episódios cada vez mais intensos de seca e calor extremo, resultando em escassez hídrica e aumento no número de incêndios florestais. Esses fenômenos naturais têm sido agravados pelas vulnerabilidades sociais locais, o que exige uma resposta urgente e articulada entre as diferentes esferas de governo.
Ao todo, a missão técnica será realizada nos dez estados que integram a Amazônia Legal — entre eles o Acre — e também em áreas do Pantanal. Bases temporárias de atuação serão instaladas em cada unidade federativa, aproveitando estruturas existentes. No caso do Amazonas, por exemplo, serão três bases. O Pará contará com duas. Nos demais, como o Acre, será uma base por estado.
