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Acre intensifica vacinação contra sarampo após surto na Bolívia

Diante do surto de sarampo confirmado na Bolívia, país vizinho ao Acre, o governo estadual, por meio da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), intensificou a campanha de imunização para evitar o retorno da doença ao território acreano.

Segundo os dados mais recentes, a taxa de cobertura vacinal entre crianças com menos de dois anos apresenta 87,35% na aplicação da primeira dose, enquanto apenas 67,57% completaram o esquema vacinal com a segunda dose.

Os sinais mais comuns incluem: febre alta, tosse seca, secreção nasal, conjuntivite, mal-estar geral e manchas avermelhadas: Foto/ Reprodução

A estratégia do estado é ampliar a vacinação como medida de proteção coletiva. Somente nos dez primeiros dias de julho, foram aplicadas 2.754 doses da vacina tríplice viral, que oferece imunidade contra sarampo, rubéola e caxumba.

Do total registrado, 322 doses fazem parte da rotina vacinal e 2.231 foram administradas durante as ações específicas de campanha. Outras 201 doses zero também foram aplicadas.

A coordenadora estadual do Programa Nacional de Imunizações (PNI), Renata Quiles, reforça o compromisso da equipe em alcançar o maior número possível de crianças:

“Tivemos um aumento na meta de vacinação com o início de um novo mês, o que impacta temporariamente no percentual de cobertura, mas seguimos intensificando as ações para alcançar o maior número de crianças possível, garantindo a proteção necessária contra o sarampo.”

Nesta terça-feira (15) e quarta (16), uma equipe técnica do Ministério da Saúde estará no estado para participar do seminário “Imersão sobre Sarampo: aspectos clínicos, epidemiológicos, imunização e diagnóstico”, que será realizado nas cidades de Rio Branco e Brasiléia, com presença de representantes de países fronteiriços como Bolívia e Peru.

Sobre a doença e prevenção:

O sarampo é uma enfermidade viral altamente contagiosa, transmitida pelo ar através de gotículas liberadas por tosse ou espirros de indivíduos infectados. É provocado pelo vírus Morbillivirus e pode evoluir rapidamente.

Os sinais mais comuns incluem: febre alta, tosse seca, secreção nasal, conjuntivite, mal-estar geral e manchas avermelhadas que se espalham da face para o corpo.

A forma mais eficaz de proteger contra o vírus é por meio da vacinação, disponível nas unidades de saúde em todo o estado.

Esquema vacinal recomendado:

De 6 a 11 meses e 29 dias: dose zero (para a capital e regiões de fronteira)

De 1 a 4 anos: 1ª dose aos 12 meses e 2ª dose aos 15 meses

De 5 a 29 anos: obrigatório ter duas doses registradas

De 30 a 59 anos: pelo menos uma dose registrada, independentemente da idade ao vacinar

 

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