Juruá Informativo

Sol em fúria: explosão dupla do tipo mais violento tem consequências na Terra

Sol em fúria: explosão dupla do tipo mais violento tem consequências na Terra

Duas manchas solares explodiram nesta terça-feira (17), produzindo juntas uma erupção de classe X1.2 – o nível mais violento desse tipo de ocorrência. O evento se deu às 18h49 (pelo horário de Brasília), nas regiões ativas 4114 e 4115, que estão voltadas para a Terra, e foi registrado pelo Observatório de Dinâmicas Solares (SDO), da NASA.

Explosão solar dupla ocorrida na terça-feira (17). Crédito: SDO/AIA/NASA

Viajando à velocidade da luz, a radiação emitida por essa poderosa erupção solar atingiu o planeta em poucos segundos, causando um apagão de rádio de ondas curtas sobre o Oceano Pacífico, próximo ao Havaí. De acordo com a plataforma de meteorologia e climatologia espacial Spaceweather.com, os operadores de radioamadorismo na área podem ter notado uma perda de sinal em frequências abaixo de 25 MHz.

Vamos entender:

Atividade do Sol – com as regiões mais ativas rotuladas – em 18 de junho de 2025. Crédito: NASA / SDO.

Mais explosões solares de classe X podem estar por vir

Até agora, não há evidências de uma CME associada ao surto duplo da noite passada. As explosões individuais foram breves demais para levantar uma nuvem de detritos da atmosfera do Sol.

No entanto, uma das manchas solares envolvidas no evento é grande e instável, com um campo magnético de “classe delta”, que abriga energia para fortes explosões. Isso significa que ela pode produzir outras erupções de classe X a qualquer momento.

Trata-se da mancha 4114, a mesma que, em menos de 24 horas entre domingo (15) e segunda-feira (16), disparou várias erupções solares, incluindo eventos de classe M (moderados) e outros menores, da classe C (fracos) – saiba mais aqui.

Leia mais:

Evento pode provocar show de luzes nos céus

A mais potente dessas explosões (de classe M8.46, produzida no domingo) liberou uma CME em direção à Terra. Previsões apontam que um dos flancos da nuvem de plasma ejetada pelo pode atingir o planeta nesta quarta-feira (18), provocando uma tempestade geomagnética de classe G1 (a mais fraca em uma escala que vai até G5). 

Quando uma CME é lançada, ela se espalha pelo espaço em forma de bolha. O núcleo, que é o centro da nuvem, carrega a maior intensidade e representa o maior risco. Já os flancos, que são as laterais dessa estrutura, costumam ser mais fracos, mas ainda podem causar efeitos na Terra.

Espetacular aurora fotografada em 12 de agosto de 2024, em Grandview, Alberta, Canadá. Crédito: Olivier du Tre via Spaceweather

Uma tempestade geomagnética G1, normalmente, traz consequências leves, como flutuações fracas na rede elétrica e nas operações de satélite, além das belíssimas exibições de luzes coloridas nos céus dos extremos norte e sul do globo – as famosas auroras boreais e austrais.

Sair da versão mobile