Uma operação integrada entre órgãos federais e estaduais foi iniciada com o objetivo de combater a extração ilegal de madeira na região conhecida como Amacro — área de interseção entre Acre, Amazonas e Rondônia. A ofensiva, nomeada Operação Jurema, teve início no dia 22 de junho e já resultou na apreensão de cerca de 50 m³ de madeira, na destruição de dois veículos utilizados no transporte clandestino e na prisão de um indivíduo envolvido.

intensificação das ações se dá em resposta ao aumento da atividade criminosa observado após a Operação Maravalha/ Foto: ICMBio
A força-tarefa reúne equipes do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Ibama, Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e da Polícia Militar do Amazonas. Os alvos principais da fiscalização são a Floresta Nacional do Iquiri e a Reserva Extrativista do Ituxí, ambas no estado do Amazonas, além do Parque Nacional Mapinguari, que se estende até Rondônia, e a Terra Indígena Kaxarari, localizada na região da Ponta do Abunã.
Segundo o ICMBio, a intensificação das ações ocorre em razão do crescimento das atividades ilegais registrado após a realização da Operação Maravalha, no início de 2024, que resultou na retirada de mais de 12 mil m³ de madeira extraída de forma ilícita.
Com a chegada do período seco na Amazônia, as condições dos acessos clandestinos — conhecidos como ramais — se tornam mais favoráveis, ampliando a mobilidade de grupos criminosos especializados no comércio de madeira nativa, frequentemente identificados como integrantes da chamada “Máfia da Tora”.
As áreas sob ameaça estão sendo vigiadas por meio de imagens de satélite, com o apoio do Programa Brasil Mais, vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública. A estratégia visa enfraquecer redes organizadas envolvidas na degradação de áreas protegidas e terras indígenas.
As informações são da assessoria de comunicação do ICMBio.
