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Para Bittar, Mujica é exemplo raro na esquerda: “Saiu com as mãos limpas”

Durante uma fala no plenário do Senado, o senador Marcio Bittar (União Brasil-AC) voltou suas críticas à atuação da esquerda no Brasil, utilizando como contraponto o ex-presidente uruguaio José Mujica, que faleceu recentemente.

Bittar traçou um paralelo entre líderes progressistas brasileiros e Mujica, ressaltando o que classificou como uma diferença ética marcante entre eles. “Porque sabe qual é a diferença do Mujica, da esquerda que ele representou para a esquerda no Brasil? Primeiro, ele entrou com as mãos limpas e saiu com as mãos limpas. A esquerda no Brasil, não! Pode passar 10 anos, 50 anos, ela vai ser lembrada como aquela que fez o maior escândalo de corrupção do mundo democrático de todos os tempos”, declarou o parlamentar.

Ao estender sua análise, Bittar acusou líderes da esquerda no Brasil de incoerência política: Foto/ Reprodução

O senador também destacou a história de vida do político uruguaio, lembrando que ele enfrentou perseguição durante a ditadura militar em seu país, mas não optou por medidas autoritárias quando assumiu o poder. “Mujica foi vítima de uma ditadura, de um tipo de ditadura. A militar. Lutou contra ela. Ao chegar no poder, não tentou implantar outra ditadura”, pontuou.

Ao estender sua análise, Bittar acusou líderes da esquerda no Brasil de incoerência política. “Aqui no Brasil, alguns líderes de esquerda que dizem terem lutado contra a ditadura, mas que queriam implantar outra, hoje, no poder, associados com alguns ministros do Supremo Tribunal Federal”, afirmou.

Para o senador, a aliança entre esses líderes e integrantes do STF representaria uma tentativa de instaurar um novo tipo de autoritarismo no país. “Aqueles da esquerda brasileira, que dizem que lutaram contra a ditadura, quando estão no poder, tentam implantar outra, como está acontecendo agora”, completou.

Concluindo sua manifestação, Bittar provocou apoiadores de Mujica, defendendo que homenagens deveriam ser acompanhadas por ações coerentes. “As pessoas só falam o que querem. Por exemplo, o ex-presidente do Uruguai é, de fato, alguém? Para a gente lembrar, é! Mas quando você lembra de alguém e elogia, procure imitá-lo”, finalizou.

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