O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi vaiado por duas vezes ao participar da Marcha dos Prefeitos, realizada em um centro de convenções da capital federal, na manhã desta terça-feira. Ao subir ao palco, recebeu a primeira vaia. Em seguida, quando foi chamado a discursar, Lula recebeu uma nova vaia. Nas duas vezes, alguns dos presentes aplaudiram o presidente, enquanto os demais vaiavam.
Ao discursar, o presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, se queixou das despesas crescentes a cargo dos municípios e também se queixou da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de exigir transparência para a liberação de emendas.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva em evento no Palácio do Planalto — Foto: Cristiano Mariz/Agência O Globo
— Abra o olho. Vamos votar pautas estruturantes — disse Paulo Ziulkoski, ex-prefeito de Mariana Pimentel (RS), se dirigindo a Lula, e se referindo às dificuldades que a paralisação do pagamentos de emendas pode gerar.
Na sua vez de falar, Lula ironizou o presidente do CNM ao dizer que ele voltou a ter um discurso duro de cobrança, de cobrança, como “sempre deveria ser”. O presdiente sugeriu de forma indireta que Ziulkoski durante a gestão de Jair Bolsonaro teria uma outra postura.
O presidente deve anunciar durante a sua fala a contratação de 110 mil unidades habitacionais do Faixa 1 do programa Minha Casa, Minha Vida. Além disso, Lula vai anunciar que o teto dos apartamentos do programa passará de R$ 180,5 mil para R$ 193 mil se o imóvel estiver localizado na região Norte.
A marcha tem o objetivo de levar para o governo federal e o Congresso as demandas dos municípios do país. Além de prefeitos, secretários e vereadores também estão na capital federal. A estimativa é de que o evento reúna um total de 14 mil pessoas.