O futuro do empresário Tarcísio Araújo Mota, acusado de participação na morte da cantora Nayara Vilela, segue indefinido na Justiça acreana. A decisão sobre levá-lo ou não a júri popular por feminicídio ainda não foi tomada pela 2ª Vara do Tribunal do Júri e Auditoria Militar de Rio Branco. A informação foi divulgada pela assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC).

Nayara Vilela e o empresário Tarciso Som, seu esposo/Foto: Reprodução
Tarcísio, que era marido da artista, foi denunciado pelo Ministério Público do Acre (MPAC) no início de 2023, sob acusação de ter contribuído para a morte da companheira, ocorrida em 2022. O MP sustenta que houve feminicídio, argumentando que o réu teria praticado um homicídio comissivo por omissão, ou seja, teria deixado de agir para evitar o desfecho fatal.
Nos dias 8 e 9 de maio deste ano, foi realizada a audiência de instrução e julgamento do caso. Durante essas sessões, foram ouvidos o próprio acusado, a mãe da cantora, e diversas testemunhas. As partes também apresentaram seus argumentos: o Ministério Público atuou na acusação e a defesa apresentou sua versão dos fatos.
Ao final das audiências, o advogado de Tarcísio solicitou ao juiz Alesson Braz, responsável pelo caso, um prazo adicional para protocolar por escrito suas alegações finais. O pedido foi aceito, e a defesa teve cinco dias para enviar o documento.
Durante sua manifestação oral, o MPAC reforçou o pedido para que a denúncia seja acatada e o acusado responda por feminicídio em tribunal do júri. A promotoria relatou que o empresário exercia controle sobre Nayara, criticando seu comportamento, visual e estilo de vida, e que sua omissão foi determinante no desfecho trágico.
Por ora, não há previsão de quando o magistrado decidirá se o processo avançará para o julgamento popular.
