Durante a abertura das sessões técnicas da 15ª Reunião Anual da Força-Tarefa dos Governadores para o Clima e Florestas (GCF Task Force), realizada nesta quinta-feira (22), no centro de convenções da Universidade Federal do Acre (Ufac), o governador Gladson Cameli dirigiu-se aos participantes do encontro, que reúne representantes de 43 estados subnacionais de 11 países, responsáveis por significativa parcela das florestas tropicais do planeta.

Gladson afirmou também que o evento é uma preparação para a COP-30, que será em Belém, em novembro deste ano/ Foto: ContilNet
Em sua fala, o governador ressaltou a importância do evento como espaço de diálogo sobre economia florestal. “Estamos dando continuidade a nossa 15ª reunião anual do GCF, que nesses quatro dias tem nos permitido compartilharmos conhecimento e ampliarmos nossos debates e vivências com o objetivo de consolidarmos a construção da nova economia florestal, e dessa maneira estabelecermos mecanismos necessários para sustentabilidade ambiental através da preservação e conservação das nossas florestas”, afirmou.
O encontro reúne lideranças de 11 países/ Foto: ContilNet
Gladson também relacionou os objetivos da reunião à preparação para a COP-30, que ocorrerá em novembro, em Belém. “A Força-Tarefa dos Governadores pelo Clima e Florestas tem entre suas missões a de garantir diálogo e, sobretudo, resultados das nossas estratégias subnacionais para ascensão da nova economia florestal, e dessa maneira destacar a liderança e o protagonismo das nossas ações pela defesa do meio ambiente durante a COP-30, que acontecerá no mês de novembro, em Belém, traduzindo discursos em práticas e gerações de oportunidades econômicas para sobrevivência humana”, declarou.
Ao agradecer os participantes internacionais, Cameli destacou a importância da colaboração entre os estados-membros. “Nesta oportunidade, agradeço a presença de todos os governadores que visitam o Acre e aqui estão para contribuírem significativamente para as discussões acerca do tema da nova economia florestal em cada um dos seus estados e dessa maneira influenciarem suas regiões com a consciência ambiental que tanto buscamos”.
O encontro teve início na segunda-feira e vai até a próxima sexta-feira/ Foto: ContilNet
O governador também lembrou que o Acre já havia sediado um encontro do GCF em 2014, ocasião em que estratégias de cooperação foram traçadas. “Acredito que a maioria das senhoras e senhores sabem que o Acre sediou uma reunião do GCF no ano de 2014 aonde foram alinhadas estratégias de colaboração e parcerias cujo intuito foi de fortalecer a governança em torno das políticas de proteção das nossas florestas tropicais, e é nesse sentido que continuamos atuando de forma unificada para capacitação de lideranças e implementação de programas que nos ajudem a desenvolver as ações do GCF em todos os governos subnacionais”.
Ele também destacou a atuação dos povos indígenas e comunidades tradicionais nas iniciativas de proteção florestal. “Essa colaboração que reúne parceiros governamentais, privados e da sociedade civil organizada, entre eles o Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável da Amazônia Legal, tem fortalecido a atuação de organizações indígenas e de comunidades tradicionais, tornando-as as vozes para implementação de princípios orientadores do GCF aqui no Brasil”, pontuou.
Em sua conclusão, Cameli reforçou a necessidade de apresentar resultados concretos e de construir um compromisso intergeracional. “Importa salientar, ainda, que além do papel de conscientizador, todos nós que fazemos parte dessa aliança global que visa consolidar a economia de base florestal, precisamos apresentar resultados dos trabalhos técnicos realizados ao longo das nossas reuniões, projetando a atuação da Força-Tarefa de Governadores para a COP-30”.
Ele finalizou destacando a urgência de uma mudança de postura global frente à preservação ambiental. “O uso sustentável dos recursos naturais não se limita a discursos ou narrativas para impressionar parceiros e financiadores, mas a uma verdadeira mudança de mentalidade e comportamento humano que nasça de um espírito colaborativo e comprometido com a sobrevivência das atuais e futuras gerações. Se a nova economia florestal, assim como toda alternativa de subsistência do homem, vem da terra e de seus elementos, é necessário assumirmos a liderança que compete a cada um de nós, e assim fomentarmos os eixos da bioeconomia, restauração de áreas degradadas, infraestrutura natural e intensificação produtiva, posicionando cada um dos membros da Força-Tarefa do GCF na vanguarda de um modelo inovador, próspero e permanente para todo o mundo”, salientou.
“Agradeço também aos novos membros e parceiros que nos permitirão maiores e melhores investimentos em nossas jurisdições e comunidades porque através da nossa união e colaboração, não há dúvidas que o futuro é sustentável”, concluiu.