Na manhã desta segunda-feira (19), a mãe do adolescente Diogo, residente em Feijó, utilizou as redes sociais para compartilhar um relato comovente sobre a perda do filho, apontando falhas graves no atendimento médico prestado. Segundo a denúncia, o caso teve início no dia 11 de maio e se desenrolou entre o Hospital Geral de Feijó e outras unidades de saúde da cidade, sem que, segundo a família, o jovem recebesse a assistência necessária.

Segundo a mãe, o garoto foi negligenciado pela Sesacre/Foto: Reprodução
De acordo com o depoimento da mãe, o primeiro atendimento no hospital do município não foi suficiente para conter o avanço de uma infecção, que rapidamente evoluiu e causou um quadro de inchaço e piora significativa na saúde do adolescente. A família afirma que, mesmo com os sintomas se agravando, não foram administrados os medicamentos corretos nem realizadas as intervenções adequadas para controlar a infecção.
Ela ainda relata que houve um vaivém desgastante entre o hospital e os postos de saúde, sem que a equipe médica demonstrasse prontidão ou eficácia para lidar com a situação. “Ele teve um atendimento péssimo, de pessoas que não posso nem chamar de profissionais”, declarou em sua publicação.
No mesmo desabafo, a mãe também expressou insatisfação com informações divulgadas a respeito do caso, pedindo respeito ao sofrimento da família diante da morte do filho.
Veja a seguir a mensagem publicada por ela na íntegra:
“Hoje com o meu coração partido, venho nas redes sociais falar um pouco desse caso que mim parte a alma🤍 diante de tantas mentiras que já vi em páginas de notícias, não posso ficar em silêncio, pois meu filho merece mais, estou aqui para falar um pouco do que realmente aconteceu, sei que nada trará mais meu menino de volta, mais decidi vim aqui lutar pelo nosso direito, por que sei que muita mãe sentiu um pouquinho da minha dor, meu filho se acidentou em uma catraca de sua bicicleta, inicialmente levamos ao hospital geral de Feijó, onde ele foi atendido, mais de forma incompetente por equipes médicas que não trataram do ferimento de forma adequada, não passando os medicamentos nessecessarios, não deram se quer uma injeção pra combater a infecção, que rapidamente evoluí causando um inchaço imediato. Eu e meu filho ficamos nesse vai e vem entre posto de saúde e hospital, e nada deles agilizarem o atendimento necessário que meu filho precisava.
O caso teve início no dia 11 de maio, e desde então eu e minha família sofremos esse transtorno que não desejo a família nenhuma. Um caso que poderia ser facilmente resolvido se tivéssemos uma equipe de médicos qualificados em nossa cidade. Meu filho teve um atendimento péssimo de pessoas que não posso nem chamar de profissionais, que não tiveram empatia por ele, e nem amor pelo o trabalho que professam.
Então antes de postarem qualquer materia mentirosa, procurem verificar se os fatos são verdadeiros, respeitem pelo menos a minha dor de ter perdido meu filho para médicos incompetentes, faço isso por que até mesmo meu filho antes de sua partida, pediu justiça não mais por ele, mais por mais alguém que pode passar pelo mesmo sofrimento que ele estava passando.
Tá doendo muito meu filho ter partido, mais a minha maior dor foi vê meu filho partir com o sofrimento que não mercearia, pois quem conhece de perto sabe como meu Diogo era.
Um menino cheio de sonhos, trabalhador, educado, e com um amor tão grande pelo o próximo, que transmitia atravéz de suas ações.
Eu e família queremos justiça para nosso eterno Diogo.”
Confira a nota da Sesacre sobre o assunto:
“A Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre), por meio da Coordenação Regional de Saúde do Juruá, manifesta profundo pesar pelo falecimento do paciente de 12 anos no sábado, 17, no Hospital Regional do Juruá, em Cruzeiro do Sul, e se solidariza com a família neste momento de dor.
De acordo com o prontuário, o paciente deu entrada no Hospital Geral de Feijó na manhã do dia 15 de maio e, diante do agravamento do seu quadro clínico, a transferência foi solicitada no dia 16, sendo realizada já no dia 17, dentro do prazo estabelecido pelos protocolos do Ministério da Saúde.
É importante esclarecer que não houve qualquer omissão ou demora no atendimento. O caso apresentava um quadro infeccioso severo, de rápida evolução, e todas as medidas cabíveis foram adotadas com agilidade e responsabilidade pelas equipes das duas unidades. O atendimento foi feito de forma contínua, com suporte médico e de uma equipe multiprofissional.
Infelizmente, apesar dos esforços intensivos das equipes, o quadro evoluiu para uma sepse grave associada à celulite, o que impediu um desfecho positivo.
A Sesacre reafirma seu compromisso com a assistência à saúde baseada em critérios técnicos e humanos, e reitera que todas as ações foram conduzidas conforme os protocolos clínicos vigentes.
Diani Carvalho
Coordenação Regional de Saúde do Juruá”
