Faleceu nesta terça-feira (13), aos 98 anos, Divaldo Franco, uma das figuras mais reconhecidas do espiritismo brasileiro. O médium vinha enfrentando problemas de saúde devido a um câncer na bexiga, diagnosticado em novembro do ano passado, e teve complicações que culminaram em falência múltipla dos órgãos.

Divaldo Franco/Foto: Assessoria de Comunicação
Natural de Feira de Santana, na Bahia, Divaldo construiu uma trajetória de intensa atuação social e espiritual. Ainda na década de 1950, deu início a um projeto humanitário em Salvador, no bairro de Pau da Lima, região carente da capital baiana. Batizada de Mansão do Caminho, a instituição começou como um abrigo para crianças em situação de vulnerabilidade e evoluiu com os anos, tornando-se um complexo educacional com escola, assistência médica e programas de capacitação profissional.
A estrutura da Mansão foi erguida graças a doações e à renda proveniente dos livros psicografados por Divaldo — foram mais de 250 títulos publicados ao longo de sua vida. Através da obra, ele impactou positivamente a vida de inúmeras famílias e foi responsável direto pela criação e cuidado de centenas de crianças. Ao menos 685 delas o consideravam uma figura paterna.
Embora nunca tenha tido filhos biológicos, Divaldo era tratado com reverência por milhares de admiradores, tanto no Brasil quanto no exterior. Ao longo das décadas, percorreu diversos países proferindo palestras sobre temas como espiritualidade, solidariedade e diálogo inter-religioso.
A despedida acontece nesta quarta-feira (14), na sede da Mansão do Caminho, entre 9h e 20h, com cerimônia aberta ao público. O enterro será realizado na quinta-feira (15), às 10h, no Cemitério Bosque da Paz, também em Salvador. Atendendo a um desejo pessoal do médium, o caixão permanecerá lacrado e não haverá cortejo fúnebre.