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Cartel que distribuía ecstasy no Acre é alvo da PF; oito capturados e 16 continuam foragidos

Uma operação da Polícia Federal revelou que entorpecentes sintéticos estavam sendo enviados ao Acre a partir de laboratórios clandestinos mantidos por uma quadrilha que operava dentro de comunidades no Rio de Janeiro. O caso ganhou destaque nacional após ser exibido pelo programa Fantástico, da TV Globo, neste domingo (18), com imagens e áudios inéditos da investigação.

A operação foi exposta através do programa de televisão Fantástico, da Rede Globo/Foto: Reprodução

De acordo com os agentes federais, a organização, conhecida como “Cartel Brasil”, mantinha estruturas para a produção de drogas como ecstasy, MDMA e MDA. Os produtos eram fabricados de forma ilegal, sem qualquer tipo de regulamentação ou controle sanitário. À frente do esquema estaria Vinícius da Silva Melo Abade, de 34 anos, apontado como o principal articulador da rede, que tinha o objetivo de se tornar referência no fornecimento dessas substâncias em todo o território nacional.

Até agora, as autoridades conseguiram capturar oito envolvidos. Outros 16 seguem foragidos. Conforme as investigações, os insumos utilizados para fabricar os entorpecentes eram adquiridos por meio de empresas fictícias, enquanto as receitas químicas circulavam livremente pela internet, mesmo entre pessoas sem conhecimento técnico na área.

Os entorpecentes eram distribuídos para vários estados do Brasil — entre eles Acre, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Roraima e Rondônia — por meio de intermediários, conhecidos no meio policial como “mulas”. O esquema representava um risco duplo: além de promover o tráfico, colocava em circulação substâncias sem procedência ou garantia de segurança.

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