Os objetos datam do período entre 2.500 e 2.000 a.C. e eram usados para acalmar e entreter os bebês na antiguidade
Diversos artefatos misteriosos foram desenterrados da região de Hama, no centro da atual Síria. Eles datam do período entre 2.500 e 2.000 a.C. e nunca se soube para qual função exatamente estes objetos serviam.
Agora, um novo estudo publicado na na revista Childhood in the Past indica que estes materiais eram, na verdade, chocalhos usados para bebês. Esta descoberta ajuda a entender mais sobre como era a vida na região no passado.
- A conclusão se deu a partir da análise de alguns fragmentos de cerâmica.
- A maioria das alças destes objetos era oca, podendo ser decoradas ou não.
- Elas geralmente eram cilíndricas.
- Os itens decorados apresentava faixas escuras, avermelhadas ou pretas, ou desenhos diagonais e espirais.
- A partir de uma comparação feita com outros objetos expostos no Museu Nacional de Damasco, os pesquisadores concluíram que os artefatos eram chocalhos.
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Dimensões dos artefatos eram ideias para uso de bebês
Os chocalhos da região do Oriente Médio eram divididos em três tipos: sem alças, zoomórficos e com alças. Os objetos encontrados em Hama são do mesmo tipo dos localizados em Al-Zalaqiyat, Qatna, Tell ‘As e Tell Araq.

Os chocalhos eram tradicionalmente interpretados como objetos multifuncionais usados para música, rituais e brinquedos. Provavelmente eles também eram usados para acalmar e estimular bebês, o que fica claro nas dimensões dos artefatos.
As alças dos chocalhos Hama eram pequenas, geralmente com apenas 4,5 a 6 cm de comprimento e um diâmetro de apenas 2 cm. Este tamanho é ideal para um bebê ou um irmão mais velho encarregado de entreter um recém-nascido.
Colaboração para o Olhar Digital
Alessandro Di Lorenzo é formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e atua na área desde 2014. Trabalhou nas redações da BandNews FM em Porto Alegre e em São Paulo.
Bruno Capozzi é jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e mestre em Ciências Sociais pela PUC-SP, tendo como foco a pesquisa de redes sociais e tecnologia.