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VÍDEO: veja momento em que meteoro passa pelo céu de SC e explode

VÍDEO: veja momento em que meteoro passa pelo céu de SC e explode

Na noite desta quarta-feira (23), um meteoro cruzou os céus de Santa Catarina e Rio Grande do Sul e explodiu na sequência. O bólido foi captado às 19h01 (horário de Brasília) e durou cerca de dez segundos.

Segundo moradores, que se manifestaram nas redes sociais, a olho nu, o objeto espacial apareceu com cor esverdeada. Em um dos relatos, uma mulher disse que o marido e outras pessoas que estavam com ele em um pedágio de Três Coroas (RS) viram o meteoro cruzar o céu e cair no meio da mata ao lado.

Imagem do Meteoro cruzando o céu de SC
Fenômeno aconteceu por volta de 19h01 (horário de Brasília) (Imagem: Observatório Heller & Jung)

Meteoro cruzando o céu brasileiro

Veja, a seguir, o vídeo do meteoro passando por Santa Catarina e Rio Grande do Sul:

https://olhardigital.com.br/wp-content/uploads/2025/04/bolido_3_video.mp4

Abaixo, veja relatos e outros registros em vídeo do fenômeno nas redes sociais:

Meteoro Bólido Verde Cruza os Céus do Sul do Brasil
Registro: autor desconhecido pic.twitter.com/McV5rBeXAW

— Pedro Augusto (@pedro_jgfc) April 23, 2025

METEORO VERDE no Sul do Brasil.
Praia Grande/RS pic.twitter.com/hcvEQ9VzEg

— Pedro Augusto (@pedro_jgfc) April 23, 2025

Fenômeno durou cerca de dez segundos (Imagem: Observatório Heller & Jung)

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O que explica a cor esverdeada?

Os meteoros são causados pela entrada de poeira, ou, às vezes, alguma coisa maior, na atmosfera da Terra. Devido à velocidade com que adentram, muito atrito é criado, liberando enorme quantidade de luz que chega a ser desproporcional ao tamanho do material envolvido.

As cores podem ser explicadas por um experimento inventado por Robert Bunsen, o teste de chamas. Nele é possível identificar a presença de íons metálicos em um material ao colocar uma amostra dele na chama. Quando isso acontece, os elétrons recebem muita energia e saltam para um estado superior, ao recuar, a energia é liberada na forma de luz em um comprimento de onda específico do elemento, o que vemos como uma cor específica.

As partículas de poeira que formam os meteoros raramente são puras, no entanto, se um elemento for predominante, ao adentrar na atmosfera, uma tonalidade específica dele pode ser observada, assim como no teste de chamas.

Apesar das cores estarem associadas à química dos meteoros, nem sempre ela está envolvida. Ao adentrar na atmosfera, o atrito também aquece o ar ao redor, que pode brilhar em vermelho devido a ele ser predominantemente formado por oxigênio e nitrogênio.

O que determina se a luz observada vai ser vermelha ou correspondente a química do meteoro é a velocidade com que ele adentra a atmosfera. Quando a velocidade é maior, é provável que a luz produzida pela poeira seja predominante; quando menor, o vermelho atmosférico se sobressai.

Objeto espacial apareceu com cor esverdeada (Imagem: Observatório Heller & Jung)

O que é um meteoro?

Um meteoro, popularmente conhecido como “estrela-cadente”, nada mais é do que um fenômeno luminoso que ocorre quando um pequeno fragmento de rocha espacial atravessa nossa atmosfera em altíssima velocidade

“Quando isso acontece, esse fragmento comprime e aquece muito rapidamente o gás atmosférico à sua frente, formando uma bolha de plasma (gás aquecido e ionizado) que brilha como uma lâmpada por um tempo muito curto, de uma fração de segundo a, no máximo, alguns poucos segundos”, explica Marcelo Zurita, colunista do Olhar Digital Marcelo Zurita, colunista do Olhar Digital, presidente da Associação Paraibana de Astronomia (APA), membro da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB), diretor técnico da Rede Brasileira de Observação de Meteoros (BRAMON) e coordenador regional (Nordeste) do Asteroid Day Brasil.

Meteoros são fenômenos comuns e podem ser vistos com frequência em todas as noites. No entanto, em certas épocas do ano, a Terra atravessa uma área do céu que contém quantidade maior de detritos deixados por cometas ou asteroides. Quando isso ocorre, vários desses fragmentos atingem a atmosfera ao mesmo tempo, formando as chuvas de meteoros.

Câmeras do Observatório Heller & Jung flagraram bólido (Imagem: Observatório Heller & Jung)
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