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Aplicativo pode tratar depressão? Cientistas testam

Aplicativo pode tratar depressão? Cientistas testam

Dados da Organização Mundial da Saúde apontam que a depressão é a principal causa de incapacidade em todo o mundo. Cerca de 300 milhões de pessoas sofrem hoje com esse transtorno, segundo estimativas do órgão.

Trata-se, portanto, de uma doença comum, perigosa e silenciosa. Algo que interfere na vida diária, tirando dos pacientes a capacidade de trabalhar, de dormir, de estudar, de comer e, em alguns casos, de aproveitar a vida ou até mesmo viver.

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Os casos aumentaram bastante desde a pandemia. E os especialistas acreditam que ainda haja uma grande subnotificação. São pessoas que ou não sabem, ou não procuram ajuda médica. E que, portanto, não recebem o tratamento adequado.

Falando em tratamento, um estudo da Universidade Médica da Carolina do Sul, nos EUA, acaba de mostrar que um aplicativo de celular pode ser um aliado importante no combate a esse transtorno.

Sim, existem casos em que remédios e outros tipos mais tradicionais de terapia são essenciais. Em outros, porém, esse app desenvolvido pela professora Jennifer Dahne alcançou resultados excepcionais.

Independentemente do app, a orientação sempre será: busque a ajuda de um especialista – Imagem: mrmohock / Shutterstock.com

Um app ou um médico?

Um aspecto interessante é que o próprio paciente pode gerenciar o app, sem a necessidade de um terapeuta – Imagem: Reprodução/App Store

Como funciona o app

O aplicativo funciona da seguinte maneira: ele orienta os pacientes na definição de metas e no planejamento de atividades do dia a dia. O Moodivate pode ainda enviar lembretes para a conclusão de atividades e conceder medalhas digitais conforme os usuários atinjam marcos para aumentar a motivação.

Um aspecto importante é que o app é gratuito e está disponível para Android e iOS nos Estados Unidos. E ele funciona sem a necessidade de acompanhamento de um terapeuta ou psicólogo.

Os pesquisadores afirmam que isso é importante na atenção primária, pois várias pessoas saíam das consultas básicas sem buscar um atendimento mais especializado, de um psicólogo ou psiquiatra. Ou por falta de dinheiro, ou por falta de tempo, ou interesse.

Com o resultado positivo do estudo, a doutora Dahne busca agora parcerias com instituições de saúde, seguradoras e programas de bem-estar corporativo que permitam que o aplicativo seja disponibilizado a mais pessoas.

O Moodivate não está disponível no Brasil. Você pode ler a pesquisa na íntegra no JAMA Internal Medicine.

As informações são do Medical Xpress.

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