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Cerca de 70% das mortes por Covid no Acre são de pacientes com comorbidades

Em 2025, o Acre registrou um aumento nas mortes por Covid-19, totalizando 17 óbitos, conforme o boletim epidemiológico nº 6, divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre). O número de falecimentos subiu em relação à semana anterior, quando o total era de 15. As mortes ocorreram em várias regiões do estado, com a maioria nos municípios de Rio Branco (cinco), Feijó (dois), Tarauacá (três), Assis Brasil (um), Cruzeiro do Sul (três), Marechal Thaumaturgo (um), Xapuri (um) e Capixaba (um). Em termos de distribuição regional, a maioria dos óbitos ocorreu na SE 03 (sete) e na SE 02 (quatro), entre outras.

Reprodução

De acordo com os dados da Sesacre, uma grande parte das vítimas fatais (68,3%) apresentava comorbidades e eram predominantemente maiores de 60 anos. No boletim, também é mencionado que o estado do Acre tem uma taxa de letalidade de 0,4% e um coeficiente de mortalidade de 6,5 óbitos por 100 mil habitantes. O município de Bujari se destaca com o maior coeficiente de mortalidade (28,8) e a maior taxa de letalidade (7,9).

Casos Confirmados

Até o momento, 3.013 casos de Covid-19 foram confirmados em 2025 no estado. A incidência da doença é de 336,8 casos a cada 100 mil habitantes, com Acrelândia liderando a maior taxa de incidência, com 1.045,8 casos por 100 mil habitantes. A maior parte dos casos positivos é de pessoas pardas (68,5%), seguidas por amarelas (13,0%), brancas (11,6%), pretas (2,3%) e indígenas (0,3%).

Declarações do Secretário de Saúde sobre as Vítimas

Com o aumento recente de casos e óbitos, o secretário de Estado de Saúde do Acre, Pedro Pascoal, comentou sobre as informações no último boletim epidemiológico. Ele reforçou a importância da vacinação, destacando que as vítimas fatais não haviam completado o esquema vacinal. Pascoal esclareceu que as mortes ocorreram devido às complicações associadas à Covid-19, e não diretamente pela doença.

“O papel da vacina é crucial para salvar vidas. As 12 vítimas não tinham o esquema vacinal completo e, embora tivessem Covid-19, elas não faleceram diretamente por causa da doença, mas por complicações decorrentes”, explicou o secretário.

Ele também explicou que muitas das vítimas tinham comorbidades, e devido à falta de uma vacinação completa, evoluíram para quadros mais graves. “São pacientes que já tinham comorbidades e, por não estarem com o esquema vacinal completo, acabaram desenvolvendo a forma mais severa da doença”, complementou.

Apesar do aumento nas mortes, o secretário destacou que a maioria dos casos registrados atualmente não evolui para quadros graves e que os leitos hospitalares, inclusive os de UTI, não estão saturados. “A maior parte dos casos não evolui para quadros graves, e nossas UTIs não estão superlotadas. Esse é um ponto importante a ser destacado. Os leitos de terapia intensiva estão sendo ocupados, em sua maioria, por pessoas com outras condições clínicas, como politraumas causados por acidentes ou problemas graves de outra natureza”,  concluiu Pedro Pascoal.

 

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