Na semana passada, a Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre) apresentou os dados sobre a campanha de vacinação contra a Influenza de 2024, mas os resultados não foram animadores. O Acre conseguiu alcançar apenas 17% de cobertura vacinal até o momento.
Nenhum município do estado conseguiu atingir sequer 50% da cobertura necessária. As localidades mais distantes têm apresentado os melhores números, com Porto Walter liderando com 47,53% de cobertura, seguido por Jordão, com 37,34%. A capital, Rio Branco, que tem a maior população, alcançou apenas 30,48%. Por outro lado, Porto Acre obteve o pior desempenho, com 17,22% de cobertura.

Cobertura entre os grupos prioritários
Os resultados também não são favoráveis entre os grupos prioritários, que incluem pessoas com maior risco de complicações. Nenhum desses grupos atingiu 50% de cobertura vacinal. O grupo de crianças registrou a maior taxa de imunização, com 33,08%, seguido pelos indígenas (29,92%), idosos (24,94%), gestantes (18,85%) e trabalhadores da saúde, com apenas 15,03% de cobertura.
A Sesacre reforça que a vacinação é essencial, especialmente para aqueles que estão em maior risco de complicações graves. “A vacinação reduz o risco de complicações, hospitalizações e óbitos causados pela gripe”, explicou o boletim. O Ministério da Saúde também recomenda o uso de antivirais rápidos para pessoas com maior risco de complicações caso apresentem sintomas da doença.
Prorrogação da campanha
A campanha de vacinação, que inicialmente terminaria em 26 de outubro, foi prorrogada até 31 de janeiro de 2025, com o objetivo de aumentar a cobertura, especialmente considerando o baixo índice de vacinação registrado até agora. A população-alvo da campanha no Acre é de 311.069 pessoas.

Relevância da vacinação
O secretário de Saúde do Acre, Pedro Pascoal, destacou a importância da vacinação como uma medida crucial para a prevenção da gripe e suas complicações. “A vacinação contra a influenza é essencial para proteger a população das complicações graves da doença, além de ajudar na redução da circulação do vírus”, afirmou.

Secretário de Saúde, Pedro Pascoal e coordenadora do Programa Nacional de Imunização (PNI) no Acre, Renata Quiles. Foto: Júnior Aguiar/Sesacre
Renata Quiles, coordenadora do Programa Nacional de Imunização (PNI) no Acre, também fez um alerta sobre a necessidade de buscar a vacinação o quanto antes, principalmente com a chegada do inverno amazônico. “É fundamental que a população não deixe para se vacinar de última hora”, concluiu.
