Juruá Informativo

Candidata à presidência da OAB-AC defende inovações e questiona promessas não cumpridas

Marina Belandi, candidata à presidência da OAB-AC, em entrevista ao “Pôdicast”, discutindo suas propostas para melhorar o trabalho dos advogados no Acre/Foto: Pôdicast

A aplicação de inovações que visem tornar o trabalho dos profissionais do Direito mais ágil e eficaz em diversas áreas é um dos pilares das propostas da advogada Marina Belandi. Ela, que é a primeira mulher a concorrer à presidência da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Acre (OAB-AC), busca transformar o cenário da advocacia no estado.

Marina Belandi, candidata à presidência da OAB-AC, em entrevista ao “Pôdicast”, discutindo suas propostas para melhorar o trabalho dos advogados no Acre/Foto: Pôdicast

Em conversa com o publicitário David Sento-Sé no programa “Pôdicast” no YouTube, Marina detalhou as iniciativas que pretende implementar e criticou a atual gestão da OAB-AC, apontando que 70% das promessas feitas na última eleição não foram cumpridas.

Um dos primeiros temas abordados por ela foi a polêmica envolvendo sua chapa e a acusação de que ela estaria tentando politizar o pleito. A alegação surgiu em torno da escolha das cores de sua campanha, que fazem parte da identidade institucional da OAB, sendo azul e vermelho – tons tradicionalmente associados ao Conselho Federal e às seccionais da Ordem.

Marina Belandi, acompanhada de seu vice Adriano Iurconvite e apoiadores, durante o “Pôdicast”, expondo suas críticas à atual gestão da OAB-AC e sua visão para a classe/Foto: Pôdicast

“É institucionalmente usado para identificar a Ordem. Quando observamos, as cores da OAB são azul e vermelho, é uma cor universal que sempre usamos. Basta pesquisar”, explicou ela, desmentindo a tentativa de vinculação da sua candidatura a interesses políticos.

Marina afirmou que sua campanha está focada em discutir as reais dificuldades enfrentadas pelos advogados no Acre e apresentar soluções práticas que melhorem a qualidade do trabalho da classe. Para ela, a acusação de politização é uma tentativa de desviar a atenção das promessas não cumpridas pela gestão atual. “A realidade é que 70% do que foi prometido na eleição passada não foi entregue. Isso é uma estratégia para desviar a atenção dos erros cometidos e tentar enganar os advogados com falsas promessas novamente”, destacou.

Ela também criticou as ações da gestão vigente, dizendo que enviar ofícios solicitando algo não é suficiente para cumprir uma promessa de campanha.

“O que se percebe é que 70% do que foi prometido na eleição passada não foi cumprido. Então, isso tudo serve para criar um pano de fundo para algo que não cumpriu, e também para querer confundir os nossos advogados, os nossos apoiadores, novamente com propostas ilusórias. Enviar ofício para pedir isso ou aquilo não é cumprir a promessa. Cumprir promessas é quando você é efetivo, é quando você cumpre aquilo que disse que iria fazer. Isso sim, é cumprir”, pontuou ela.

Além de Marina, participaram da entrevista o professor de Direito Adriano Iurconvite, que concorre à vice-presidência da OAB-AC, e as advogadas Maísa Bichara e Milena Maia, que também expressaram seu apoio à candidatura de Marina. Milena, em particular, destacou a decepção com a última eleição, onde a promessa de anuidade zero para os jovens advogados acabou não se concretizando.

“Na última eleição, a jovem advocacia foi usada com promessas como a anuidade zero, que se mostrou inviável. Agora, percebo que a proposta de Marina é mais realista e, acima de tudo, comprometida com necessidades reais. Nós temos mais da metade dos jovens advogados inadimplentes, muitos deles sequer poderão votar, pois foram enganados lá atrás”.

 

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