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Acre registra novo aumento nos casos de febre oropouche após período de estabilidade, relata a Sesacre

Acre tem mais de 400 casos de febre oropouche/Foto: Divulgação/Sesab

O mais recente Boletim das Arboviroses da Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre) revelou um aumento nos casos de febre oropouche no estado. Em 2024, foram confirmados 430 casos da doença, de acordo com dados até 7 de agosto, referentes à Semana Epidemiológica (SE) 31.

Acre tem mais de 400 casos de febre oropouche/Foto: Divulgação/Sesab

Embora tenha havido um incremento de 8 novos casos em uma semana, Santa Rosa do Purus permanece como o único município sem registros de febre oropouche. No total, foram analisadas 1.658 amostras, 55 a mais do que na atualização anterior. Após um período de estabilidade entre as Semanas Epidemiológicas 29 e 30, o estado voltou a registrar um aumento no número de casos.

Fonte: Sesacre

A febre oropouche é transmitida principalmente pelo mosquito Culicoides paraensis, conhecido localmente como maruim ou mosquito-pólvora. No entanto, em áreas urbanas, o Culex quinquefasciatus, ou pernilongo comum, também pode atuar como vetor da doença.

Para prevenir a febre oropouche, recomenda-se evitar áreas com alta presença de maruins e mosquitos, utilizar telas de malha fina em portas e janelas, e vestir roupas que cubram a maior parte do corpo. Manter a casa e o quintal limpos, além de retirar folhas e frutos caídos, também é importante. O uso de repelentes é altamente recomendado.

A febre oropouche é uma infecção aguda causada por um arbovírus específico. Ela se manifesta em dois ciclos: o silvestre, que afeta macacos, bichos-preguiça e aves silvestres, transmitida por mosquitos como Aedes serratus e Coquillettidia venezuelensis; e o urbano, onde o único hospedeiro é o ser humano, e a transmissão ocorre principalmente pelo Culicoides paraensis.

Os sintomas da febre oropouche incluem febre, calafrios, dor de cabeça, dor nas articulações e náuseas. O tratamento envolve o uso de analgésicos e anti-inflamatórios. Em casos mais graves, pode ser necessário o uso de ribavirina, um antiviral específico para a doença.

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