Vacinação diária de BCG em Rio Branco atinge média de 20 recém-nascidos, diz Sesacre

Pelo menos 472 casos de tuberculose diagnosticados no Acre em 2023

Neste 1º de julho, a vacina Bacilo de Calmette e Guérin, conhecida como BCG, celebra 103 anos de implantação no Acre. Segundo a Coordenação Estadual do Programa Nacional de Imunização (PNI), a cobertura vacinal nos primeiros seis meses de 2024 alcançou 78,72% no estado.

Recém-nascido deve tomar a vacina BCG/Foto: Divulgação HMS

O secretário de Saúde, Pedro Pascoal, destacou a importância da BCG como uma das primeiras linhas de defesa contra a tuberculose. Ele ressaltou que a vacina não apenas protege contra formas graves da doença, como a meningite tuberculosa em crianças, mas também ajuda a reduzir a transmissão na comunidade.

Disponível em todos os municípios do Acre, a BCG é mais frequentemente administrada em hospitais de referência para parto, como a Maternidade Bárbara Heliodora em Rio Branco e a maternidade do Juruá em Cruzeiro do Sul.

Patrícia Martins, supervisora de Enfermagem da Maternidade Bárbara Heliodora, informou que a unidade vacina em média 20 recém-nascidos diariamente, incluindo aqueles provenientes de hospitais particulares e de países vizinhos.

Em 2023, o Ministério da Saúde registrou 472 casos de tuberculose no Acre, com 299 em Rio Branco. Apesar de um declínio de 23% em comparação a 2022, a doença ainda afeta cerca de 80 mil pessoas anualmente no Brasil.

A BCG é a única forma de prevenção contra a tuberculose e está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para crianças de até 4 anos, 11 meses e 29 dias, administrada em dose única. Recomenda-se que a vacina seja aplicada nas primeiras horas de vida ou antes da alta hospitalar após o nascimento.

Para entender melhor, a tuberculose é uma doença infecciosa que afeta principalmente os pulmões, sendo altamente contagiosa pelo bacilo de Koch.

Os sintomas incluem tosse persistente, febre, sudorese noturna e emagrecimento. O tratamento requer a administração de quatro medicamentos por seis meses, com acompanhamento médico rigoroso até a cura completa, independentemente do desaparecimento dos sintomas.