A Promotoria de Justiça Especializada do Controle Externo da Atividade Policial do Ministério Público do Acre (MP-AC) iniciou um procedimento administrativo para investigar a atuação de policiais do estado em conflitos agrários na fazenda localizada em Lábrea, no Amazonas.

Sede do Ministério Público do Acre/ Foto: Reprodução
Os agentes são acusados de violência contra moradores do assentamento Marielle Franco, situado na parte da fazenda chamada Palotina, onde aproximadamente 200 famílias residem. A decisão foi tomada após relatos de tortura, agressões e ameaças, conforme revelado pelo G1 e confirmado pela promotora de Justiça Maria Fátima Ribeiro Teixeira.
Em abril deste ano, a Corregedoria do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) também decidiu investigar os policiais envolvidos. O proprietário da fazenda, Sidney Zamora, do Acre, nega as acusações feitas pelos moradores do assentamento, que relataram ter sido agredidos por seguranças identificados como policiais militares acreanos contratados pelo pecuarista.

Cerca de 200 famílias ocupam a propriedade/Foto: Reprodução
A defesa de Zamora afirmou que ele adquiriu legalmente a propriedade em 1985 e exerce posse pacífica desde então, enfrentando um histórico de invasões e conflitos judiciais. Alegações de crimes ambientais e irregularidades na posse das terras são contestadas pela defesa, que destacou ações judiciais de reintegração de posse em curso na Vara de Lábrea-AM para validar sua posse.

Os fazendeiros Sidney Sanches Zamora e Sidney Sanches Zamora Filho/Foto: Reprodução/Redes Sociais
Os advogados dos fazendeiros informaram que o grupo de invasores já foi removido judicialmente da área duas vezes e que seus líderes enfrentam acusações criminais, incluindo desobediência e grilagem de terra, conduzidas pela Polícia Federal. Em relação ao incidente específico, onde um disparo de arma de fogo foi efetuado, a defesa argumentou que foi uma medida de legítima defesa diante da ameaça percebida pelos invasores armados.
A situação na fazenda Palotina continua sob escrutínio judicial e administrativo, enquanto o proprietário reafirma seu compromisso com a legalidade e as autoridades competentes investigam os aspectos controversos do conflito fundiário na região.
