Na Praça Murrillo, principal espaço público da cidade de La Paz, capital da Bolívia, ele fez um discurso acalorado.
“Que seja uma nova democracia, uma verdadeira democracia. Vamos realizar a libertação imediata de todos os presos políticos. Camacho, capitães e outros detidos”, disse Zúñiga.
Destituído da posição de comandante do Exército nos últimos dias, após se manifestar politicamente, Zúñiga diz querer restaurar a democracia. E afirmou que ao Exército não falta coragem.


“Há quanto tempo Evo Morales está na política, há quanto tempo Carlos Mesa, ele usa a inocência da população rural. Vamos restaurar a democracia, vamos libertar os nossos presos políticos. Todas as unidades estão estacionadas em todo o país”, afirmou Zúñiga.
Golpe
O general Juan José Zúñiga anunciou, nesta quarta-feira (26/6), golpe de Estado na Bolívia.
A decisão aconteceu após militares cercarem o Palacio Quemado, sede do governo boliviano. O comandante do Exército se deslocou para o local em um tanque de guerra.
Quando chegou à sede do governo, o militar exigiu “mudança de gabinete” e tentou entrar no local em um veículo blindado.