Solicitações de abrigo para refugiados: Acre está em terceiro lugar em número de pedidos; confira

Processo de reconhecimento de refugiados no Brasil exige preenchimento do formulário do Sisconare

O relatório do Observatório das Migrações Internacionais (OBMigra), ligado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MSJP), revelou que em 2023, pelo menos 143.033 pessoas estavam vivendo como refugiadas no Brasil.

De acordo com o documento, 58.628 migrantes solicitaram abrigo no país no ano passado. O Conare, órgão do Ministério da Justiça e Segurança Pública responsável por analisar os pedidos de refúgio, examinou mais de 138 mil solicitações.

Migrantes no Acre em 2023/Foto: Neto Lucena

O estado do Acre registrou 6.565 desses pedidos, ocupando o terceiro lugar em número de solicitações de abrigo. Roraima e Amazonas lideraram com 71.198 e 19.663 solicitações, respectivamente, ambos na região Norte, que concentrou 72% das solicitações em todo o país.

Os pedidos vieram de 150 países diferentes. Venezuelanos representaram 50,3% (29.467), cubanos 19,6% (11.479) e angolanos 6,7% (11.479).

O fluxo migratório em Assis Brasil aumentou em 2023/Foto: Juan Diaz/ContilNet

Diante do grande número de migrantes, o prefeito de Assis Brasil, Jerry Correia, teve que abrir uma segunda casa de apoio em maio de 2024. Na época, a cidade abrigava cerca de 100 estrangeiros, a maioria venezuelanos.

Correia observou uma mudança de comportamento entre alguns migrantes, que optaram por ficar nas ruas ao invés de irem para os abrigos, buscando dinheiro para custear seu deslocamento dentro do Brasil.

Para ser reconhecido migrante, é necessário fazer um cadastro/Foto: Juan Diaz/ContilNet

No ano passado, 77.193 novos refugiados foram reconhecidos pelo governo brasileiro, sendo 97,5% venezuelanos e 1,2% cubanos. Para obter o status de refugiado no Brasil, é necessário preencher o formulário do Sisconare online, disponível no site do Ministério da Justiça e Segurança Pública, e comparecer à Polícia Federal com os documentos necessários. O processo de análise pode levar até 2 anos