A decisão do PSDB de romper com a chapa Bocalom/Alysson e explorar outras possibilidades de alianças em Rio Branco não atraiu o pré-candidato do NOVO, o deputado estadual Emerson Jarude. Em entrevista exclusiva à coluna, Jarude afirmou que não planeja iniciar negociações com o PSDB.

Jarude durante sessão na Aleac/Foto: Juan Diaz/ContilNet
“Meu foco não são os partidos, mas sim as pessoas que têm sido negligenciadas por tanto tempo sobre o que realmente importa para a recuperação de Rio Branco”, declarou Jarude.
O posicionamento do deputado é firme: ele pretende concorrer à Prefeitura de Rio Branco com uma chapa completamente alinhada aos princípios do NOVO.
Coerência é fundamental para Jarude, que se opõe a conchavos políticos por cargos e a compromissos com interesses pessoais, rejeitando assim alianças com o PSDB, o que seria contraditório com suas críticas à velha política.
Por outro lado, a possibilidade de uma aliança com o PSDB despertou o interesse dos dirigentes do MDB. Marcus Alexandre, também em entrevista à coluna, expressou abertura ao diálogo com os tucanos, enfatizando que a política se constrói através de alianças.
Marcus Alexandre durante a vinda dos ministros Simone Tebet e Silvio Costa Filho/Foto: Juan Diaz/ContilNet
Enquanto isso, o PL assegura que a aliança com o PSDB para a chapa Bocalom/Alysson permanece firme, destacando o desejo de contar com o apoio dos tucanos.
A decisão do PSDB de se distanciar da chapa Bocalom/Alysson reacendeu politicamente um partido que vinha perdendo espaço no Acre. Em Rio Branco, todos os vereadores eleitos pelo PSDB migraram para outros partidos. Além do deputado Luiz Gonzaga, que preside a Assembleia Legislativa, o partido não detém nenhum prefeito em exercício no estado.
Há quem sugira que o presidente da Executiva Municipal do PSDB tenha apenas blefado ao anunciar o rompimento com Bocalom, visando atrair a atenção do prefeito. Com muitos cargos no governo, os tucanos evitariam uma deserção do Palácio.
Apesar de o governador Gladson Cameli aparentemente ter dado liberdade aos membros do governo para escolherem seus próprios candidatos a prefeito na capital, membros influentes como Minoru Kinpara, presidente da FEM, e André Assem, do IMAC, ambos filiados ao PSDB, poderiam enfrentar repercussões negativas se decidissem apoiar uma chapa que não a de Bocalom/Alysson.
Caso o PSDB se afaste, a chapa Bocalom/Alysson buscará consolidar uma aliança com o Republicanos. O coordenador de campanha de Bocalom, o ex-secretário Frank Lima, revelou à coluna que o PL terá uma nova reunião com o deputado federal Roberto Duarte, presidente estadual do partido, marcada para esta sexta-feira.
A construção dessa aliança com o Republicanos é liderada pela deputada federal Antônia Lúcia, uma defensora chave da reeleição do prefeito Tião Bocalom. Frank Lima ressaltou que a decisão final passa pelas mãos de Duarte.
“Vamos procurá-lo. Apesar de Antônia estar no Republicanos, entendemos que Duarte é o presidente do partido. Ele é parte deste time da direita e queremos tê-lo conosco”, afirmou.