Os ânimos estão cada vez mais exaltados no Congresso Nacional entre deputados federais e senadores alinhados à esquerda e à direita, especialmente devido a debates acalorados sobre pautas de costumes como o projeto de Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), que propõe criminalizar o aborto após 22 semanas de gestação, mesmo em casos de gravidez resultante de estupro. Essas questões têm gerado tensões significativas nas duas casas legislativas.

José Kairala era comerciante em Brasileia, no Sul do Acre, a 234 km da capital, Rio Branco/Foto: Reprodução
Além dos debates ideológicos esperados nas casas legislativas, houve casos de embates físicos e até crimes violentos no passado.
Inclusive, um parlamentar do Acre foi vítima de assassinato no plenário do Senado, o que aumentou a preocupação com a segurança no local.
Diante desse cenário tenso, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), tomou a iniciativa de alterar o regimento interno da Casa para aplicar punições mais rigorosas aos deputados envolvidos em brigas e discussões acaloradas, após incidentes no Conselho de Ética.
No Senado, o presidente Rodrigo Pacheco (PSD-MG) também está atento ao crescente clima de tensão.

Palco de brigas físicas e até de assassinato de um senador acreano, plenário do Congresso vive tensão/Foto: Reprodução
Esses ajustes visam evitar novos episódios violentos, que infelizmente não são inéditos no histórico do Congresso Nacional.
Desde conflitos fatais como o de 1929 no Rio de Janeiro até confrontos verbais recentes em plenário, a casa legislativa tem sido palco de momentos de alta volatilidade política.
Assim, medidas estão sendo tomadas para promover um ambiente de debate mais civilizado e seguro no Congresso Nacional, garantindo que as divergências ideológicas sejam resolvidas de maneira respeitosa e dentro dos limites democráticos.
