Na última semana, o Projeto de Lei 1904/24, que equipara o aborto realizado após 22 semanas de gestação ao crime de homicídio simples, inclusive nos casos de gravidez resultante de estupro, virou tema de discussão dentro e fora da Câmara dos Deputados.
A proposta modifica as disposições do Código Penal, que atualmente não sancionam a interrupção da gravidez em situações de violência sexual e não estabelecem um prazo para realizar o procedimento nessas circunstâncias.
Além disso, o código não impõe penalidades para o aborto quando não há alternativa para preservar a vida da mulher grávida.
Em entrevista ao ContilNet, a secretária de Estado Mulher do Acre, Mardhia El-Shawwa, criticou a urgência da tramitação do projeto na Câmara.
Delegada de Polícia Civil aposentada, ela declarou que o PL coloca as mulheres em vulnerabilidade, principalmente as crianças e adolescentes.

