A castanha-do-Brasil, conhecida por ser a oleaginosa mais rica em selênio, tem sido objeto de estudo em diversas pesquisas realizadas por universidades tanto no Brasil quanto internacionalmente.

Castanha é rica em selênio/Foto: Marcos Vicentti
Este mineral desempenha um papel crucial na saúde do cérebro e do sistema nervoso central. Estudos, como os conduzidos pela Universidade de São Paulo, demonstram que o selênio pode beneficiar pacientes com comprometimento cognitivo leve, além de ajudar na prevenção de doenças como Alzheimer e Parkinson.
De acordo com uma reportagem do Estadão, uma única castanha pode fornecer entre 200 e 400 microgramas de selênio, muito mais do que a quantidade diária recomendada de 55 microgramas para um adulto.
Em entrevista ao jornal, o nutricionista Vanderlí Machiori, de São Paulo, explicou que a concentração de selênio na castanha pode variar de acordo com a região de cultivo.
Atualmente, é no Acre onde a oleaginosa apresenta a maior concentração deste mineral, tornando-a a castanha mais saudável do Brasil.
“O solo mais rico em selênio está atualmente em Rio Branco, no Acre, e não mais no Pará e arredores, como era anteriormente”, destacou o nutricionista.
Além do selênio, a composição da castanha brasileira é benéfica para a saúde cardiovascular, pois contém gorduras saudáveis, como as poli-insaturadas e monoinsaturadas, que ajudam a reduzir o colesterol ruim e a promover a saúde dos vasos sanguíneos.
O Acre se destaca como líder na produção de castanha-do-Brasil na Região Norte, conforme revelado pelo 4º capítulo do Boletim de Conjuntura Econômica.

Estado foi líder na produção de castanha na Região Norte/Foto: Marcos Vicentti
Entre 2020 e 2022, o estado acumulou mais de R$ 128 milhões em renda proveniente das negociações deste produto, consolidando sua posição na região.
Dados do Fórum Empresarial de Inovação e Desenvolvimento do Acre e da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape) indicam que o valor total da produção de castanha-do-Brasil na Amazônia Legal alcançou R$ 405,9 milhões no mesmo período avaliado.
O Acre contribuiu significativamente para esse montante, com uma produção anual média de 8,2 mil toneladas, totalizando 24,8 mil toneladas nos últimos três anos.

Acre é lider na Região Norte/Foto: Reprodução/Boletim de Conjuntura Econômica
Os dados, baseados em informações do IBGE e da Embrapa, evidenciam a importância econômica e ambiental da castanha-do-Brasil na Amazônia Legal, que abrange nove estados e corresponde a 60% do território nacional.
