Rio Acre continua a baixar e se aproxima do menor nível registrado na história de Rio Branco

O governador Gladson Cameli já emitiu um decreto de emergência ambiental devido à diminuição dos índices de chuvas e dos cursos hídricos.

O nível do Rio Acre em Rio Branco continua a baixar, marcando apenas 1,78m na medição realizada pela Defesa Civil Municipal nesta quinta-feira (27). Apesar das chuvas ocorridas na capital ao longo desta semana, não houve um aumento significativo no volume de água do rio.

Com essa marca, o Rio Acre está agora a 53 centímetros de igualar a menor cota registrada na história, que foi de 1,25 metros em setembro de 2022.

Transporte fluvial é um dos mais prejudicados com a seca extrema/Foto: Juan Diaz/ContilNet

A situação levou o governador Gladson Cameli a decretar estado de emergência ambiental na semana passada, devido à redução dos índices de chuvas, impactos sociais e econômicos, e riscos aumentados de incêndios florestais em todos os municípios do estado.

A previsão para os próximos meses indica uma tendência de diminuição das chuvas, com aumento das temperaturas e redução da umidade relativa do ar.

Os dados mapeados pelo Centro Integrado de Geoprocessamento e Monitoramento Ambiental apontam que os rios do estado tendem a apresentar cotas mínimas abaixo dos níveis de alerta nos próximos meses.

A previsão é de seca extrema e com recordes em 2024/Foto: Juan Diaz/ContilNet

Em resposta à seca intensa, a Defesa Civil de Rio Branco iniciou um plano de contingência na última terça-feira (18), devido à escassez hídrica.

Segundo o tenente-coronel Cláudio Falcão, diretor de administração de Desastres da Defesa Civil, a decisão de antecipar o plano ocorreu após 23 dias sem chuvas significativas na capital.

“Desde o início de junho estamos nos preparando, e já começamos a distribuição de água potável nas comunidades rurais para mitigar os efeitos desastrosos da seca”, explicou.

Com o avanço da seca, há a possibilidade de que Rio Branco decrete estado de emergência no mês de julho, conforme explicado pelo tenente-coronel Cláudio Falcão em entrevista ao ContilNet em maio de 2024.

“Temos um protocolo de 65% de decretação de emergência em casos de seca, então é muito provável que ocorra, pois há ações emergenciais que precisam ser implementadas e que a declaração de emergência facilita. O decreto também serve para conscientizar toda a comunidade sobre a gravidade da situação”, concluiu.

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