Vereadores criticam parada LGBTQI+ em SP e querem proibir participação de crianças em evento no Acre

Os parlamentares defenderam a criação do projeto

Durante sessão na Câmara Municipal de Rio Branco, na manhã desta terça-feira (4), os vereadores João Marcos Luz (PL), e  N. Lima (PP) utilizaram seu pequeno expediente para tecer críticas sobre a 28ª Parada LGBTQIAPN+, que aconteceu em São Paulo, no último domingo (2).

João Marcos Luz (PL) tutilizou seu tempo na tribuna para criticar o evento, em especial sobre a participação de crianças.

“Pela primeira vez criaram o bloco LBGT infantil. Crianças desfilando na Avenida Paulista, isso é um absurdo, um desrespeito, um crime. Pais irresponsáveis que levam seus filhos para um evento adulto”, disse.

Os vereadores criticaram o evento que aconteceu no último domingo/ Foto: Reprodução CMRB

João Marcos afirmou, ainda, que irá propor um projeto que proíba a participação de crianças na Parada LGBTQIAPN+ em Rio Branco.

“O Estado tem que agir, especificamente o Poder Legislativo, que existe para fazer leis, para defender as famílias, e principalmente os vulneráveis. É um evento que aconteceu em São Paulo, mas daqui uns dias vai estar aqui em Rio Branco. Já pedi para a minha assessoria, verificar, analisar e estudar um projeto que possamos impedir que crianças participem de parada gay”, afirmou.

Aproveitando a fala do colega vereador, N. Lima alegou que uma “minoria” está tentando se infiltrar na mente das pessoas.

“Nós somos a maioria de direita e seguimos o cristianismo. De repente, uma minoria do Brasil está se infiltrando na mente das pessoas. Uma manifestação que não existe em canto nenhum, não existe nos princípios cristãos”. N. Lima classificou, ainda, como o apocalipse, o que ele classificou como “indução” a fazer o que é proibido. “Cada um pode fazer da sua vida o que quiser. Agora induzir para que outras pessoas comecem a fazer o que é proibido é o fim dos tempos, apocalipse”, enfatizou.

O parlamentar acusou, ainda, os órgãos públicos de estarem sendo coniventes com o que, segundo ele, pode vir a ser uma “catástrofe”.

“Estamos vendo isso evoluir de uma maneira assustadora no Brasil. Estamos vendo uma liberação dos órgãos públicos, do legislativo, executivo e do judiciário para uma catástrofe, de desobediência às leis do Evangelho”, pontuou.

Neste ano, o evento em São Paulo teve como tema, “Basta de Negligência e Retrocesso no Legislativo: Vote consciente pelos direitos da população LGBT!”. Os participantes foram convidados a vestir verde e amarelo, em tentativa de retomar as cores da bandeira do Brasil, utilizadas em protestos bolsonaristas nos últimos anos.

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