Metade dos deputados constituintes estaduais e federais do Acre já faleceu; confira

Morreu também o vice-governador eleito naquele pleito de 1986

A morte do ex-relator da Assembleia Estadual Constituinte do Estado do Acre, ex-deputado João Batista Tezza Filho, no último dia 31 de maio (sexta-feira), aos 80 anos, acendeu o sinal vermelho entre os eleitos naquele pleito de 1986.

João Tezza tinha 80 anos e seu corpo será cremado/Foto: Reprodução

Dos 24 deputados que assinaram a segunda Constituição Estadual, 12 já faleceram, inclusive o ex-presidente daquela Assembleia, Felix Pereira.

Entre os 12 falecido está Edmundo Pinto de Almeida Neto, assassinado num quarto de hotel em São Paulo, em maio de 1992, quando exercia o mandato de governador do Estado. Os outros 11 falecidos, morreram de causas naturais. Além de Edmundo Pinto, João Tezza e Felix Pereira, são eles: Waldemir Lopes, Alcimar Leitão, Francisco Taumaturgo e Josias Farias (MDB); Ilson Ribeiro, José Augusto Farias (PDS) e Ulysses Modesto.

Na imagem, da esquerda para a direita, Josias Farias, Ulysses Modesto, Edmundo Pinto e João Tezza/Foto: Reprodução

Naquela eleição, a senhora Maria das Vitorias, que permanece viva, foi a única mulher eleita.

Os outros 11 vivos são: Luiz Garcia, atualmente residindo em Manaus (AM), Pedro Yarzon, que mora em Cruzeiro do Sul, Chico Sombra, que vive em Tarauacá, Átila Viana de Matos, residente no Rio de Janeiro, Isnard Leite, que se aposentou após exercer o cargo de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e de prefeito de Rio Branco; Manuel Machado, Ariosto Pires Miguéis, atualmente com 88 anos, e Walmir Gomes Ribeiro, atual conselheiro do TCE, e Romildo Magalhães, que se aposentou após ser vice-governador e governador do Estado de 1992 a 1994, em substituição a Edmundo Pinto, que foi assassinado.

Também está vivo, com mais de 70 anos, Mauri Sérgio, após ser eleito deputado federal e prefeito de Rio Branco, além de Wagner Sales, que continua atuando nos bastidores da política, e Raimundo Sales, agora um modesto pecuarista de Sena Madureira, e Elson Santiago, também atuando nos bastidores da política local.

Dos outros deputados federais eleitos naquele pleito que também assinaram a Constituição Federal de 1988, atualmente em vigor, metade também já faleceu.

Estão vivos e aposentados Narciso Mendes de Assis, Osnir Lima, Maria Lúcia de Araújo e Rubem Branquinho, que já não mora no Acre. Faleceram José Melo, Geraldo Fleming, Francisco Diógenes e Alércio Dias.

Dos dois senadores eleitos em 1986, só está vivo o ex-governador Nabor Junior, com mais de 90 anos. O outro senador constituinte do Acre, Aluízio Bezerra, faleceu em Brasilia, em 2019, aos 80 anos de idade.

O governador do Estado eleito naquele ano, Flaviano Melo, continua atuando na política após ter sido eleito senador, prefeito de Rio Branco e deputado federal.

Resistiu a um AVC (Acidente Vascular Cerebral) quando exercia o mandato de senador, de 1990 a 1998, que o deixou com sequelas. Seu vice, Edson Cadaxo, morreu em 2002, aos 81 anos, quando exercia de novo o mandato de vice-governador de Jorge Viana, eleito governador para o primeiro mandato em 1998.

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