Duarte diz que Republicanos ainda não tomou posição sobre quem deverá apoiar para a Prefeitura

Deputado e atual presidente do partido, Duarte concedeu entrevista à coluna 'Pimenta no Reino', do jornalista Matheus Mello

A chapa Bocalom/Alysson já conta com o apoio de 9 partidos e caminha para ser a aliança com a maior participação de partidos grandes no Acre, quase todos eles do campo da direita.

O prefeito Tião Bocalom, que encabeça a chapa, deixou claro em entrevista a coluna que espera o apoio do Republicanos, único partido de direita que ainda não anunciou oficialmente a entrada na coligação.

Roberto Duarte é o atual presidente do Republicanos/Foto: Douglas Gomes

Porém, à coluna, o deputado federal Roberto Duarte, que preside o Republicanos, declarou que o partido ainda não tem uma oposição sobre quem deverá apoiar na corrida pela Prefeitura de Rio Branco.

O parlamentar informou que até momento, o partido foca na construção da chapa de vereadores na capital. O deputado deixou claro ainda que não tem compromisso firmado nem com a Prefeitura, nem com o governo, justamente por não ter indicados políticos ocupando cargos no Executivo.

“Estamos trabalhando nossa chapa de vereadores e aguardando para decidir sobre as eleições municipais de Rio Branco, posso adiantar a você que nosso compromisso é com a população de Rio Branco, uma vez que o Republicanos não tem cargos na prefeitura municipal e muito menos no governo do Estado”, disse o deputado.

Ainda em entrevista à coluna, Duarte pontuou que a posição do partido ‘será em defesa das melhores propostas para o município, com relação ao transporte público, abastecimento de água, pavimentação de ruas e outras obrigações do município’.

Outra ala

Porém, outros parlamentares do Republicanos já revelaram que tomaram um lado na disputa pela Prefeitura da capital. É o caso da deputada federal Antônia Lúcia, que já anunciou oficialmente que estará no palanque da reeleição de Bocalom.

Na Aleac

Já na Assembleia Legislativa, todos os três deputados – Gene Diniz, Clodoaldo Rodrigues e Tadeu Hassem -, fazem parte da base governista de Gladson Cameli e não devem contrariar o governador.

Denominador

Ou seja, se o Republicanos optar por não apoiar a chapa Bocalom/Alysson, vai causar um racha dentro do partido. Cabe a Duarte a missão de encontrar um denominador comum dentro da sigla.

O amigo vai às ruas

Gladson deixou claro que não será o ‘governador’ que irá pedir votos para a chapa Bocalom/Alysson, e sim ‘o amigo’, que vai pedir votos nas folgas do chefe do Poder Executivo.

“É uma retribuição como reconhecimento de muitas campanhas que o Alysson fez pra mim”, teria dito Cameli em conversa com o alto escalão no Palácio.

Decretado

O governador deve pedir, inclusive, que membros do governo também evitem fazer campanha utilizando a máquina pública do governo. Cameli cogita ainda publicar um decreto no Diário Oficial sobre o caso.

Vai para as cabeças

Quem vem com uma baita estrutura na disputa por uma cadeira na Câmara de Rio Branco é o ex-secretário de Cuidados com a Cidade, Joabe Lira. Com o apoio do prefeito Tião Bocalom, ele tem cacife para ser um dos 5 mais votados nas eleições.

Cargo na Mesa Diretora

Joabe, inclusive, se eleito, deve ter o apoio para disputar a presidência da Mesa Diretora da Câmara. Quem diz isso são as  peças chaves que sabem como funciona o jogo da política.

Peças no jogo

Engana-se quem acha que a disputa pelo Senado Federal terá inúmeros candidatos. Os nomes colocados no jogo até agora são claros: Marcio Bittar (UB), Sérgio Petecão (PSD), Jorge Viana (PT) e Gladson Cameli (PP). Lembrando: são duas vagas livres no jogo.

Perdidos

Dois partidos estão mais perdidos que cego em tiroteio nas eleições em Rio Branco: o PSDB e o PDT. Os tucanos ainda não sabem se vão apoiar a chapa Bocalom/Alysson, ou se lançam a candidatura de Minoru ou Vanda Milani. Já o PDT, do ex-deputado Luís Tchê, até agora não formou chapa para disputar a Câmara da capital e pela 1ª vez acabar uma eleição sem nenhum vereador eleito em Rio Branco.

Só para lembrar …

Vale lembrar que em 2020, o PDT teve uma das maiores bancadas eleitas na Câmara, com 3 vereadores. Perdeu praticamente todos eles, que migraram para outra sigla. O responsável por essa derrocada tem nome, sobrenome e filho disputando o cargo em outro partido, mas a coluna prefere se abster.

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