Seca severa no Acre poderá afetar os voos no estado e cancelar viagens; entenda

A Defesa Civil Municipal de Rio Branco anunciou que espera uma das piores secas dos últimos anos na capital. O Rio Acre, por exemplo, neste mês, já chegou a atingir a menor cota dos últimos 10 anos para o período.

Em entrevista ao ContilNet, o diretor de administração de Desastres da Defesa Civil, tenente-coronel Cláudio Falcão, declarou que além de precisar lidar com prejuízos conhecidas em razão da seca severa, como o desabastecimento de água, perda de plantões e doenças respiratórias, a seca no Acre também poderá afetar o transporte aéreo.

“Se tivermos uma onda muito forte de calor, os aviões terão dificuldade em decolar. Nós temos vivido altas ondas de calor. Isso afeta a avião em um ponto drástico. As moléculas do ar vão ficar rarefeitas e não terá ar suficiente para decolar uma aeronave. A não ser que diminua o peso”, explicou.

Claúdio Falcão, diretor da Defesa Civil de Rio Branco/ Foto: Juan Diaz/ContilNet

Especialistas dizem que quanto mais quente o ar, menos denso ele fica. Ou seja, isso resulta em uma concentração menor de oxigênio na câmara de combustão dos motores, o que diminui a potência das aeronaves.

Em entrevista ao UOL, o diretor de Segurança Operacional da GOL, Fernando Amaral, já havia revelado a possibilidade de cancelamentos e atrasos em voos em razão das altas temperaturas.

“A temperatura é um parâmetro importante no cálculo de performance dos voos. Temperaturas altas, principalmente em aeroportos mais restritos, como no Santos Dumont (RJ), pode ser um gatilho para termos que tirar peso da aeronave, seja carga ou passageiros e respectivas bagagens. Como a variação de temperatura é dinâmica (e às vezes grande) ao longo do dia, cada voo é analisado para verificar essa condição até o momento do embarque, podendo haver alguma preterição”, revelou ao UOL.

Decreto de emergência

Falcão completou dizendo que em razão dessa série de problemas, o município de Rio Branco pode decretar estado de emergência no mês de julho, quando a seca entra em um período crítico.

A previsão é de seca extrema em 2024/Foto: Juan Diaz/ContilNet

“Nós temos 65% de decretação de emergência em casos de seca, então dificilmente não acontece, pois tem ações emergenciais que precisam ser realizadas e que uma decretação agiliza. O decreto também é para que toda a comunidade entenda que é uma situação de emergência”, disse.

Segundo o diretor da pasta, todos são afetados, mas principalmente crianças e idosos, além da navegabilidade dos rios no estado, principal meio de transporte nos municípios do Acre.

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