Zé Gotinha: campanha de vacinação contra a pólio começa na próxima semana no Acre

A campanha nacional de vacinação contra a poliomielite, a paralisia infantil, começa na próxima segunda-feira (27) e tem previsão para se estender até o dia 14 de junho.

O público alvo são as crianças menor de 5 anos. A vacina é aplicada de forma oral, a tradicional gotinha.

De acordo com dados do Ministério da Saúde, a cobertura de reforço da pólio no Acre subiu de 10,46 pontos percentuais, passando de 49,60% em 2022 para 60,06% no ano passado. Porém, a cobertura total ainda preocupa.

A situação preocupa, visto que a região faz fronteira com o Peru, país que registrou caso da doença e, portanto, representa uma área de risco. De acordo com dados da Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre), 20.090 crianças receberam vacinação incompleta e 2.551 ficaram sem qualquer vacina contra a pólio em 2022.

Para garantir a proteção completa, crianças de até 5 anos devem completar o esquema vacinal com cinco doses, sendo três da Vacina Inativada Poliomielite (VIP) aos dois, quatro e seis meses de idade, e duas de reforço da Vacina Oral Poliomielite (VOP) aos 15 meses e quatro anos.

Campanha se encerrará apenas em junho/Foto: Divulgação

Vale lembrar que o Brasil está livre da poliomielite desde 1989 graças a campanhas robustas de imunização, que mantiveram a cobertura vacinal acima de 95% em todo o país, evitando a circulação do vírus.

A poliomielite é uma doença infecto-contagiosa aguda causada por um vírus que vive no intestino, o poliovírus selvagem.

A pólio pode provocar desde sintomas como os de um uma  gripe – febre e dor de garganta – até problemas graves no sistema nervoso, como paralisia irreversível, principalmente em crianças com menos de cinco anos de idade.  Embora ocorra com maior frequência em crianças, também pode ocorrer em adultos.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), desde o surgimento da vacina contra a poliomielite, os casos diminuíram cerca de 99%. Em 1994, o Brasil recebeu a certificação da Organização Pan-Americana da Saúde de área livre de circulação do poliovírus selvagem. Mas para que a doença permaneça erradicada, como está atualmente, é necessária a vacinação em massa.

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