Gladson acredita que disputa por Mesa Diretora da Aleac será acirrada, mas com final feliz — para quem?

Durante participação no sempre bom Papo Informal, comandado por Luciano Tavares, o governador Gladson Cameli falou sobre as eleições à Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac). A fala foi rápida, mas o assunto ecoa nos bastidores até agora.

Questionado por Luciano se acredita na existência de uma chapa alternativa, Gladson foi taxativo: “Sim”. E falou dos dois prováveis postulantes: Nicolau Júnior, que “continua” seu amigo; e a Pedro Longo, a quem definiu como um excelente defensor do governo.

E terminou dizendo que acredita num consenso mais à frente, com diálogos envolvendo todos os agentes. Um deputado da base procurou esta santa coluna e questionou: “Consenso em torno do nome de quem?”.

NÃO CHEGOU — O governador é rápido. Tem tiradas excelentes. Questionado sobre uma “conta alta” que envolveria a entrada do União Brasil à base de sustentação do governo, cravou: “Não chegou nenhuma conta pra mim não”.

INVENTAR MODA — Sobre os próximos anos de mandato, Gladson disse querer, principalmente, entregar um estado no azul. “Não quero inventar moda. Quero trabalhar e fazer com que nosso estado tenha cada vez mais credibilidade financeira”.

DEMOCRATA — Sobre uma aliança com Bocalom, o governador disse que ela é fruto de um consenso partidário: “Sempre ouço falar: a palavra final é do governador. Eu sou um democrata! O partido, quase que em sua unanimidade, decidiu pelo Bocalom e o Bocalom é meu pré-candidato”.

DINÂMICA — Vendo as movimentações do eleitorado, é possível perceber, pelo menos duas coisas: Bocalom virou “meu prefeito” de muitos que o criticavam, e o governador Gladson — que era lindo e maravilhoso para o grupo que queria seu apoio e não conseguiu — voltou a ser ruim do nada. A política é dinâmica, para não dizer outra coisa.

FORASTEIRO — Trazer pessoas de fora para compor o Governo do Acre é errado. Contanto que você não esteja no governo. Um leitor desta santa coluna fez uma observação, no mínimo, digna de reflexão: “Assistindo agora o Novo Alerta do grande Sikera Júnior, vi esse forasteiro que veio ao Acre ser presidente do SAERB no governo do Angelim. Veio pelo PT após não ter sido deputado pelo mato grosso. Foi aparecer em Manaus agora”.

CIDADÃO ACREANO — Rueda, tido como forasteiro, seria muito bem-vindo em outras coligações. E seria recebido com status de super estrela, de cidadão acreano. Disso não tenho dúvidas.

QUISTO — Outra coisa, no mínimo, engraçada: todos os grupos estavam se matando por Alysson Bestene. Agora, com apoio encaminhado a Bocalom, Alysson não é mais tão quisto assim. Ai ai. Essa é a política.

ÚLTIMO DIA — Citando desejo de ser senador, mas tendo seu mandato de governador como prioridade, Gladson disse, ainda, outra coisa que ficou ecoando em cabeças palacianas: se for preciso, governa até o último dia.

REELEIÇÃO — Isso afastaria a vice-governadora Mailza Assis de disputar a reeleição sentada na cadeira de governadora.

45 DO SEGUNDO TEMPO — Mailza é uma das mulheres mais honradas da política. Tem uma história linda. Mas possui assessores que estão a isolando de seu próprio governo. Ainda não é tarde para reverter esse quadro, mas Mailza definitivamente não pode deixar acontecer o mesmo de 2022, onde o jogo foi virado nos 45 do segundo tempo.

BATE-REBATE

– Aliás, outro candidato competitivo às eleições de governador, e que está num processo parecido de isolamento é o senador Alan Rick (…)
– (…) É certo que cada eleição é uma eleição, mas também não há de se negar que uma eleição passa pela outra.
– Informações vindas da Tenda Amarela dão conta de que o senador Sérgio Petecão começa a desistir da ideia de emplacar sua esposa como vice de Marcus Alexandre (…)
– (…) E que surge o nome da pastora Jesuita Arruda como possível indicada (…)
– (…) Jesuita foi candidata a deputada federal nas últimas eleições e já fez parte da gestão Socorro Neri.
– O governador Gladson está certo em recorrer das decisões judiciais que afastam nomes do governo estadual (…)
– (…) Não recorrer seria um atestado de culpa (…)
– (…) É como se ele dissesse que concorda, e ele não deve concordar (…)
– (…) Ele deve respeitar, e tem respeitado.
– PP prepara uma grande festa para sábado!

Bom final de semana!

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