domingo,26 maio 2024

Três municípios do Acre comemoram 48 anos nesta terça; veja quais e entenda a história

Matheus Mello, ContilNet

Neste 14 de maio, três municípios do Acre comemoram 48 anos de emancipação política. São eles: Assis Brasil, Manoel Urbano e Senador Guiomard.

Os três fazem aniversário em razão da Lei 588, de 14 de maio de 1976, assinada e sancionada pelo governador Geraldo Mesquita, que alterou os limites territoriais dos municípios do Acre.

Com a lei, foram alterados os limites territoriais dos municípios de Brasiléia, Rio Branco, Sena Madureira e Cruzeiro do Sul, para que pudessem ser instalados os municípios de Assis Brasil, Senador Guiomard, Plácido de Castro, Manoel Urbano e Mâncio Lima, criados pela Constituição de 1º de março de 1963.

Assis Brasil foi desmembrado de Brasiléia,  Senador Guiomard foi desmembrado de Rio Branco e Manoel Urbano de Sena Madureira. Os outros municípios citados na lei, que também tiveram seus limites alterados, optaram por escolher outras datas para comemorar seus aniversários.

Conheça a história de cada município aniversariante:

  • Assis Brasil

Assis Brasil é um município brasileiro do estado do Acre. Sua população, estimada em 2019 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), foi de 7.417 habitantes e sua área é de 4.974,175 km². A cidade está localizada na tríplice fronteira entre o Brasil, o Peru e a Bolívia, formando uma conurbação, ou núcleo de populações vizinhas, com a cidade peruana de Iñapari e com a cidade boliviana de Bolpebra. O município é servido pela rodovia BR-317, que é a única rodovia que liga o Brasil ao Peru.

Assis Brasil fica localizado na tríplice fronteira do Acre/Foto: Reprodução

O município nasceu no antigo seringal Paraguçu, desbravado, em 1.908, por três irmãos nordestinos: Berlamino Freire, Durval Freire e Policarpo Freire. Em 1958 foi denominada Vila de Assis Brasil, em homenagem a Francisco de Assis Brasil, o político e diplomata que negociou juntamente com o Barão de Rio Branco, Ministro de Estado das Relações Exteriores, a compra do Acre do governo boliviano.

  • Manoel Urbano

No final do Século passado, dois irmãos, conhecidos como João Moaco e Zé Moaco instalaram-se à margem direita do Rio Purus e abriram uma Colocação, a qual batizaram de Colocação Tabocal, devido ao imenso tabocal existente no local. Naquela época, o abastecimento e escoamento dos produtos eram feitos exclusivamente por via fluvial, através de navios e embarcações menores, oriundos dos portos das cidades de Belém e Manaus.

O município surgiu após desmembramento de Sena Madureira/Foto: Reprodução/Foto: Gleilson Miranda/Rio Purus

Durante um verão, um navio de nome ‘Castelo’, ali ficou encalhado em função da seca do Rio Purus, obrigando-o aguardar a nova estação chuvosa, para retomar sua viagem. Em vista disso o local passou a ser chamado Castelo pelos moradores vizinhos da região. Mais tarde, em 1936, com diversas benfeitorias já realizadas, os moradores solicitaram ao Governo Estadual sua transformação para Vila.

O topônimo é uma homenagem a um grande explorador do Rio Purus. Manuel Urbano da Encarnação, era um mestiço amazonense, da região de Manacapurú.

  • Senador Guiomard

A história de Senador Guiomard começa em 1930, com formação da colocação Quinarizinho, durante o auge do extrativismo.

Município é conhecido como Terra do Amedoim/Foto: Reprodução

Foram 32 famílias oriundas do Nordeste do país que iniciaram o povoamento daquela região, tendo sido aberta a estrada até Rio Branco em 1947. Foi elevado à categoria de vila em 1956, sendo seu primeiro subprefeito nomeado em 1957, passando então a se chamar Vila Grande Quinari.

Seu nome, segundo os moradores mais antigos, está associado à uma árvore denominada Quinaquina, que havia em abundância no município e de cujas raízes se faz chá para curar febres e várias doenças. Há, porém, questionamentos a essa referência, pois para alguns historiadores a origem do nome Quinari é indígena, já que no passado a área era habitada por essa população.

Em 1959, registra-se a chegada de famílias japonesas, que até hoje se fazem presentes e desenvolvem a cultura do amendoim. Durante a década de 70, chegam dezenas de famílias provenientes do Sudeste brasileiro, atraídas pelo grande incentivo à pecuária desenvolvido pelo governo do Estado.

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