segunda-feira,20 maio 2024

Após morte de Joca, tutora é impedida de embarcar com pet em voo no Acre: “Absurdo”

Vitor Paiva, ContilNet

A psicóloga Liliane Barbosa vem passando por momentos de incerteza e insegurança, ao tentar se mudar para o Rio de Janeiro e levar Alice, sua cadela, pois o embarque de animais foi suspenso pela companhia aérea responsável por seu voo, depois que Joca, um golden retriever veio a falecer durante viagem aérea.

A mulher, que mora a 25 anos na capital fluminense, veio ao estado ajudar os pais há cerca de oito meses, para acompanhar um tratamento de saúde.

“Preciso voltar agora, de quarta para quinta-feira, e ainda não consegui uma possibilidade de levar minha cachorra para um retorno à cidade onde a gente mora. Está complicadíssimo”, disse ela ao g1.

O transporte de cães e gatos nos aviões está suspenso até o próximo dia 23 de maio, para que as investigações necessárias sejam realizadas sobre o falecimento de Joca, e por isso o transtorno de Barbosa surgiu.

“Ela [Alice] veio do Rio comigo, então eu tive uma crise de ansiedade, até porque era a primeira vez. Ela tinha sete anos.

Um cachorro que nunca fez uma viagem de avião, ficar num porão não sei quantas horas, porque não é uma viagem rápida do Rio para cá. Ainda tem troca de avião, mas deu tudo certo e ela veio tranquila. Só que agora o retorno está dando esse novo problema”, explica a psicóloga sobre sua insegurança com a situação atual.

Para além disso, ela ainda questiona o motivo de animais que não são de grande porte serem vedados de embarcarem na cabine, junto de seus tutores, o que seria mais seguro para os pets.

“Para além do trauma, da morte de um animal (Joca), a gente não pode viajar com o animal na cabine. Eu acho um absurdo isso, trata-se de um animal que nem é de grande porte”, conta Barbosa.

Ao tentar realizar a troca de companhia aérea, para tentar levar Alice, foi notificada pela nova empresa que voos com o transporte de animais não estavam disponíveis partindo da capital acreana.

Vale destacar que, de acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a decisão acerca da área ocupada pelos animais de estimação ou de apoio emocional, devem viajar é das companhias aéreas.

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